terça-feira, 30 de maio de 2017

O meu ano de Caloira - a prequela



A chegada do meu ano de caloira foi muito (talvez até demasiado) antecipada, durante muito tempo, quando estava triste com a vida, ou farta de alguma coisa, pensava para mim:

"Faltam X anos e Y meses para a faculdade, já só faltam X anos e Y meses, X anos e Y meses..."

Essa linha de pensamento ajudou-me bastante, até me acalmava, fazia-me sentir muito melhor comigo mesma e com o meio em que me rodeava, porque eu sabia que, ao fim desse tempo, desses X anos e Y meses, estaria na melhor fase da minha vida.
A ideia de todo o trabalho que teria para fazer, das imensas noites sem dormir, e obviamente, do esforço de estar longe de casa, sozinha, pela primeira vez, dos amigos que poderia vir a fazer, aqueles que verdadeiramente levaria para a vida, de certa forma… fascinava-me, pois sabia que, no meio desse desconhecido todo, me encontraria a mim própria.

Ainda não me encontrei verdadeiramente mas sinto que estou mais perto do que alguma vez já estive

Como já disse anteriormente, a minha ideia original era seguir Biologia Marinha (ou qualquer coisa de Biologia para ser sincera), mas depois (ok, durante) da terrível guerra com a Física e Química no 11º ano, cheguei á conclusão de que… não poderia nunca na vida seguir Biologia. Os cursos tinham muita Física, muita Química, e, conhecendo-me como me conheço, sabia que não conseguiria fazer nada disso, ainda para mais, tive de mudar de escola no 12º para ter biologia como cadeira opcional em vez de química, logo, nunca mais na vida conseguiria fazer químicas orgânicas,inorgânicas, e whateveres.

Quando cheguei a essa conclusão, o chão fugiu-me dos pés, todo o futuro que tinha planeado para mim, desaparecera, e a contagem decrescente continuava, "faltam X anos e Y meses para a faculdade, já só faltam X anos e Y meses, X anos e Y meses..."

Não sabia o que fazer, para onde me virar, até que, certo dia, fui “salva” pela blogosfera, vi uma blogger que dizia que tinha estudado Marketing, pesquisei o que era, e percebi que era (digamos), a minha segunda oportunidade de ser feliz, era algo que me via a fazer, que explorava o meu “lado artístico”, e que, caso corresse mal, poderia ajudar-me com este blog que ninguém lê e que já tenho desde Outubro de 2013.

Aveiro já me andava a ecoar na cabeça à algum, tempo, e quando descobri que havia Marketing em Aveiro… foi ouro sobre azul. MAS, a física-e-química tinha deixado as suas marcas, estragava-me a média de tal forma, que sabia que se entrasse, seria das últimas colocadas.

Procurei alternativas, licenciaturas que depois me permitissem tirar o mestrado em Marketing. E daí veio a ideia da Gestão, e, por algum motivo, pensei em… Évora (cof cof, média, cof cof).

Imaginem, Laurinha, a vossa Açoriano-Vianense preferida, no Alentejo.
Só o mapa mental tem piada.

E… deixei a ideia de Aveiro para o lado, porque sabia que não entrava.
Simplesmente sabia.
Eu queria dizer que não, até porque a quantidade de tempo que passei a conhecer Évora no Google Maps me criou uma afeiçãozinha pela cidade, mas chorei bastante, os meus pais não gostavam da ideia, mas ao fim de algum tempo, já estava mentalmente preparada para essa aventura

No dia em que saíram as notas dos exames, conheci uma rapariga que ainda hoje levo no coração, que me disse uma coisa que acabou por alterar a minha vida, disse-me que eu podia ir para a pós-laboral, e depois… trocar para a turma diurna. Nessa eu entrava bem, então… mudei as minhas opções, porque dessa forma, já sabia que vinha para a Veneza Portuguesa, a única questão seria o horário, mas… entrava. Garantidamente.

De repente, os X anos e Y meses passaram a ser apenas Y meses, quando dei por ela, só faltavam W semanas, de repente, estava a dias, do grande dia, saíram as colocações e…
Entrei, em pós-laboral, mas entrei.
Aveiro ia ser a minha nova casa.
Vinha para o curso que tanto queria, numa cidade por quem me apaixonei no final do 10º ano, quando fizemos uma paragem rápida, na vinda do casamento que tivemos em Sintra, fiquei tão feliz, que juro que vi estrelas, o meu coração batia imenso com toda aquela emoção.
No dia a seguir ao dia das colocações, viemos logo para Aveiro, arranjei logo um quarto muito bem localizado (na minha humilde opinião), no dia a seguir foram as matrículas, e, posso dizer que, de certa forma, foi ai que senti que o meu ano de caloira tinha começado oficialmente. 

E o resto, é história, mas é uma que podem gostar de ler, daqui a bocado já vos conto tudo.

Com amor, 
Laura
Caloira 66

P.S.-Só ia desabafar sobre este tema em Agosto ou em Setembro, depois do final definitivo do meu ano de caloira no nosso mágico Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Aveiro, mas por motivos de força maior, aqui estão os meus mais sinceros pensamentos.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Para ti Ju, do fundo do meu coração

Se por um lado pode-se dizer que as palavras são (por assim dizer) a minha coisa, nunca serão suficientes para exprimir o que significas para mim, nunca poderei exprimir completamente todo o orgulho que tenho em ti, o quão a tua força, a tua humildade, como trabalhas de forma incansável e apaixonada, e o quão adoras aquilo que fazes e os sacrifícios que passas e ultrapassas para alcançar os teus sonhos são apenas algumas das tuas qualidades que me inspiram a ser melhor e me fizeram crescer como pessoa, é que nem conseguirias imaginar.
Foste das primeiras pessoas a acolher-me na temível mudança de escola no 12ºano (tecnicamente foste a primeira, porque enviaste-me um pedido de amizade no Facebook na véspera do primeiro dia de aulas, mas isso são pormenores) e desde então tens sido, de certa forma, uma constante na minha vida, e sei que sempre que te ligar, vou ter um raio de sol do outro lado, com muitas aventuras para contar e sempre pronta a alegrar aqueles que a rodeiam.

Obrigada por tudo Ju, por seres quem és, por tomares conta da minha Bichinha (ou será ela que toma conta de ti ???), espero, não, sei que um dia serás uma grande enfermeira (independentemente de vires da Guarda ou da nossa Viana), espero que nunca me dês picas e que nunca percas essa tua energia contagiante.
Obrigada por tudo mana, e já sabes, quando quiseres ir a Aveiro ou ao Pico, és sempre bem vinda ❤






Com amor,
Da mana Laura ❤

P.S. - Porque simplesmente me apeteceu exprimir o meu carinho por ti de uma forma completamente aleatória e sem sentido nenhum, afinal, só fazes anos em Agosto e nunca escrevo testamentos a ninguém, muito menos no blog, tudo de bom mana, kisses na bunda, e vai assustar a nossa Martolas, sabes que ela bem precisa xD 

terça-feira, 23 de maio de 2017

Quotes #17

 "You know, life throws these things at us, life makes us wonder if we should be less naive, less childlike, less enthusiastic, less excitable. 
These things are looked down on when we grow up. 
And I guess what I’m trying to tell you is that the way you’re dancing tonight; yes, it’s childlike and enthusiastic and excitable and it’s beautiful. 
That’s how I want you to live your life."
Taylor Swift 

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Sempre a tempo e horas - com uma pitada de opinião

Sei que já passaram uns dias, mas não podia deixar passar este acontecimento, que nem num milhão de anos esperava que viesse a acontecer, afinal de contas,  cresci a ver o contrário a acontecer e nunca vi ninguém a acreditar muito na causa, mas claro, depois de sermos CAMPEÕES EUROPEUS DE FUTEBOL no único ano em que acompanhei devidamente o acontecimento, está claro que no único ano em que não acompanhei o Eurovisão como deve de ser.... GANHÁMOS!!!

“Music is not fireworks; music is feeling. So let’s try to change this and bring music back.”
Já tinha ouvido um certo buzz em relação à musica, e a termos ido à final (o primeiro milagre), mas não liguei muito. Quando ouvi a música pela primeira vez (e todas as vezes a seguir), fiquei encantada, MAS, a equalista e a parte mais liberal de mim acabaram por ter que vir ao de cima, e acabando por estragar-me a música e por me fazer sentir culpada/mal de cada vez que me emociono com/canto/whatever a música, para vos explicar como deve de ser, concentrem-se na letra, nada mais, apenas a letra.
Amar pelos dois 
Se um dia alguém
Perguntar por mimDiz que viviPara te amarAntes de ti
Só existiCansado e sem nada p’ra darMeu bemOuve as minhas precesPeço que regressesQue me voltes a quererEu sei
Que não se ama sozinhoTalvez devagarinhoPossas voltar a aprenderSe o teu coração
Não quiser cederNão sentir paixãoNão quiser sofrerSem fazer planos
Do que virá depoisO meu coraçãoPode amar pelos dois 
Autoria: Luísa Sobral | Interpretação: Salvador Sobral
A que conclusão chegam?
Exatamente!!
O Salvador(A) desvaloriza-se completamente, pois considera que antes de B não existia, todas as suas vivências, memórias, conhecimentos adquiridos não serviram de nada, B é o norte da sua vida.
MAS, B a certa altura deixou de sentir o mesmo que A, enfim, as pessoas mudam, e seguiu em frente, uma decisão que para mim é a mais acertada, então B, em vez de também seguir em frente com a sua vida e tentar encontrar alguém novo para amar ou arranjar forma de se amar a si próprio (porque claramente tem problemas de auto-estima), decide fazer o contrário e implorar (embora de uma forma muito gira, fofinha cutxi-cutxi) a B que volte para si, que o volte a aprender a amar, mesmo não sentindo paixão nenhuma, e acreditando que B lá volta para a tal relação (na minha opinião, um bocado sem vontade), e até que B o volte a amar, o coração de A é que vai amar tudo, o que, me parece o mesmo que falar para uma parede, não sei se me consegui fazer entender.
Se alguém me aparecesse à frente e me cantasse alguma coisa do género, independentemente  de ser boa pessoa ou não, seria convidado a ir dar uma curva.
Por respeito a mim e a essa pessoa.

E é por isto que apesar de estar muitíssimo contente com o facto de termos ganho alguma coisa (no Enterro até puseram a atuação nos ecrãs e tudo, foi lindíssimo), o meu subconsciente rejeita a música.
Enfim, não tem jeito nenhum, mas é o que temos.

Com amor,
Laura