domingo, 1 de janeiro de 2017

Goodbye 2016, Hello 2017


Nem acredito que já passou outro ano, ainda agora estava a despedir-me de 2015 (aqui) e a sonhar com o que 2016 me poderia trazer, sem nunca conseguir minimamente imaginar aquilo que acabaria por me dar.

Sim, em termos globais não foi uma no muito bom: Zika, presidência do Trump, a quantidade enorme de celebridades que morrerem, a Grande Barreira de Coral a bater recordes em relação à morte dos seus corais, atentados terroristas, e todas essas coisas que nos indicam que o fim do mundo está próximo, muito próximo . Pelo menos vamos entrar em 2017 como CAMPEÕES DA EUROPA, e ninguém nos tira isso (foi na final que senti pela primeira vez o coração nas mãos enquanto via um jogo, vibrei de emoção e nem ligo nada a futebol, foi um momento lindo sem dúvida).

Em relação ao meu 2016, bem… foi um ano que me vai ficar para sempre no coração, fui a Londres com o pessoal da escola “antiga” (que infelizmente acabou por fechar), fui a Madrid com o pessoal da escola “nova”, tive os dois bailes de finalistas das respetivas, fiz os exames nacionais, acabei o secundário, e concretizei um dos meus maiores sonhos, entrar no ensino superior, numa cidade que chamo com muito amor de a minha terceira casa - sendo que a primeira e a segunda são o Pico e Viana, obviamente – Aveiro, num curso que não é de todo o que eu tinha planeado no 10º ano, Marketing (Biologia Marinha era o plano original 😅), mas que me fascina de uma maneira diferente, e que, apesar de ter dois recursos onde estou batidinha sei que me vai, a longo prazo, fazer me feliz, pelo menos assim espero.

Não posso deixar de agradecer a 2016 pelas pessoas maravilhosas que conheci, tanto no trabalho que tive no verão, como nas aulas, na praxe (onde sem sombra de dúvida conheci imensa gente, que de qualquer outra forma não teria conhecido, por estar em pós-laboral), e na Marnotuna (mais uma pequenina família em Aveiro), agradeço imenso por todas essas pessoas que me aquecem o coração, e pelas desgraçadas que vão comigo comer tripas à meia-noite e que só voltam comigo a casa às tantas da manhã. Essas é que sofrem. Adoro tripas, nunca poderei expressar completamente o meu amor por tripas, tripa é love, tripa é life.

E agradeço também às pobres das minhas amigas, que aguentam os meus desvareios sem sentido, as minhas teorias sem jeito nenhum e as minhas aleatórias expressões de carinho (prepare-se que 2017 vai doer 😅).

Que venha 2017, e que seja tão bom, ou até mesmo melhor do que 2016 ❤

Com amor,
Laura




sábado, 24 de dezembro de 2016

Olá meus amores, está tudo a correr bem ?
Toda a gente está pronta para as festividades ?
 Prontos para comer até não poder mais ?

Sei que não tenho passado muito tempo por estes lados, mas não tem dado mesmo.
Vou tentar melhorar no próximo semestre (não só em relação ao blog, mas também em relação a outras coisas).

Enfim, desejo a todos umas boas festas, com muito amor e carinho da família e dos amigos, barrigas bem cheias, muitos presentes (que, apesar de tudo são a parte menos importante da noite) e se não nos nos virmos mais este ano, boas entradas !!!

Com amor,
Laura

P.S.- Antes de escrever este post, fui ver se tinha algum comentário para moderar e sem querer apaguei dois, nem consegui ver de quem eram, por isso desculpa a essas pessoas, foi mesmo sem querer, beijinho especial para elas ❤

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Graças a Deus não nasci Aluviã!

ISCAA, meu grande amor,
Para sempre no meu coração !!!
❤❤❤

É imperdoável ainda não ter falado na Passeata Noturna do Iscaa, que foi na quinta-feira passada, até fui assistir às aulas dos do regime diurno para não perder nem aulas, nem tempo nenhum da passeata. 

Apenas nos tinham dito que tínhamos de levar uma vela, roupa escura,o cachecol do Iscaa (quem o tivesse, claro), e que abafássemos toda a gente que nos passasse no caminho (especialmente os de economia, porque por algum motivo ancestral com origem desconhecida, o Iscaa não se dá bem com economia,e vice versa, se um dia descobrir digo, ou não, provavelmente não, se quisermos ser  realistas).
Andámos pelas ruas de Aveiro a cantar/gritar as nossas músicas da praxe até ficarmos metaforicamente a cuspir sangue, com as nossas velas acesas (e agora vem a parte filosófica, preparem-se). e com o espírito também aceso (até me vieram lágrimas aos olhos, "lindu", esta parte foi uma adição minha, ninguém disse para andarmos com o espírito aceso, obviamente ), gritei tanto que até fiquei sem voz, e no final da passeata, celebrei da melhor maneira que se pode celebrar em Aveiro.
Fui comer uma tripa.
De Kinder Bueno.
Aí que coisa boa, rendi-me às tripas, só por causa delas vale a pena estar em Aveiro ❤.
Nunca é suficiente falar do meu amor por tripas.

Voltando à passeata, senão não falo de mais nada para além das tripas, já disse o quão adoro tripas ? , houveram uns momentos bastante engraçados, por exemplo, temos uma música em que, a certa altura, independente do sitio em que estivermos, temos de apontar para o Iscaa, e eu, como jovem caloira perdida no meio de Aveiro que sou, e ainda por cima de noite, não fazia a mínima ideia de onde estava, (o que de certa forma é o objetivo da passeata, mostrar Aveiro aos caloiros que não conhecem a zona) por isso acabava, por exemplo, por apontar para a direita , enquanto os outros apontavam para a esquerda, claro que depois mudava de direção, mas era sempre um bocadinho irritante, porque gosto de acreditar que até tenho um bom sentido de orientação.
As partes que mais gostei foram, sem dúvida, quando fomos cantar à porta do antigo bar de curso dos de Economia, quando num parque passámos uma ponte a fazer uma fila.., diferente, mas quando cantámos à ria, foi sem dúvida o melhor momento da noite, pelo menos para mim, não sei explicar o que senti nessa altura, foi mesmo bom, ali toda a gente a dar tudo por tudo, eu já estava sem voz e ainda assim dava tudo (fiquei com uma dor de cabeça terrível, não estou a brincar, de gritar tanto fiquei com a cabeça a doer,  cantava mais baixinho durante um bocadinho e depois lá conseguia voltar ao ataque, mas foi complicado, houveram alturas em que nem consegui abrir os olhos durante uns segundos, mas valeu a pena), e juntando aquela união toda com a pressa de acender a vela a umas raparigas que estavam à minha beira e cuja vela se tinha apagado, foi lindo.
E depois chegou o fim, entrámos na Praça do Peixe, outra vez num "fila especial", todos partidos, mas sempre a abafar, embora já cansados, depois fomos lá para o centro da Praça, e demos todos os últimos cartuchos que a nossa voz podia dar, ouvimos os últimos discursos, cantámos ainda mais, e no fim...acabou.
Dispersámos, eu e o meu grupinho fomos comer tripas, eles levaram-me ao Madeirense, uns foram para casa e outros ficaram, e acabei por chegar a casa quase às 6 da manhã, e acabei com todos os 4 iogurtes que tinha em casa. De ananás, passei a noite a pensar naqueles iogurtes, enfim, tolices.

Passou tão depressa, e foi tão bom, adorava repetir aquela passeata, talvez finalmente apontasse para a esquerda, talvez não queimasse tanto o meu copo da vela, sei lá, mas foi tão bom, não mudava nada, foi especial, foi a minha passeata, guardei a vela e a "vestimenta" que nos deram com muito amor e carinho,  foi a nossa passeata, e foi tão, ou até mais especial do que aquilo que nos tinham dito que ia ser. Foi sem dúvida, a melhor praxe.

Mágico Iscaa, trabalha melhor em Equipa.

Kiss and hug,
Laura
Caloira 66

Nota: tentei não dar demasiados pormenores, daí, por exemplo, os termos "fila diferente" e "fila especial" para no caso de quem ler isto poder vir a ser um futuro caloiro do Iscaa, não chegar à altura e já saber tudo o que vai acontecer, enfim, manter o elemento surpresa. Obrigada pela atenção e pela compreensão :)

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Confissões de uma jovem caloira perdida no meio de Aveiro


Como vocês sabem, eu cresci entre os Açores e o Minho, por isso nunca tive  grande noção dos regionalismos de cada lado, porque em minha casa mistura-se o melhor dos dois mundos, para mim as maiores diferenças eram trocar os vs pelos bs e a minha avó dos Açores dizer "Adeus minha neta" em vez de "Olá minha neta".

Pois bem, foi preciso chegar a Aveiro para descobrir que algumas diferenças, e que certas coisas não são ditas dos dois lados, e até mesmo mais a sul, especificamente, em Aveiro.

Então, no outro dia, lá estava eu com o pessoal aqui de Aveiro (só boa gente da Albergaria), e, pelo meio da conversa surgiu a expressão rancho de filhos. O pessoal ficou estupefacto, e perguntaram o que era afinal, um rancho de filhos, porque se fosse o que estavam a pensar que era, era muito macabro, e a minha pessoa lá explicou que eram muitos filhos. O que para mim é óbvio e eu julgava que era uma expressão que se usava em todo o lado.

Aí vi a cara de alívio deles, que pensavam que estava a falar de rancho como se fosse outra coisa...

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Exatamente.
Rancho de filhos.
Compreendo a aflição deles.
Depois rimo-nos um bocado por causa disso e seguimos com as nossas vidas.

 Na praxe também temos momentos engraçados com palavras que não se dizem aqui no continente, e que se dizem nos Açores (eu ainda dava exemplos, mas isso ainda ia dar mau resultado, então vou deixar-vos na ignorância durante uns tempinhos). Eu parto me a rir (por dentro, claro). 

Só digo esta, uma mopa é uma esfregona.

Aveiro é uma terra de muita aprendizagem.

Kiss and hug,
Laura