quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Graças a Deus não nasci Aluviã!

ISCAA, meu grande amor,
Para sempre no meu coração !!!
❤❤❤

É imperdoável ainda não ter falado na Passeata Noturna do Iscaa, que foi na quinta-feira passada, até fui assistir às aulas dos do regime diurno para não perder nem aulas, nem tempo nenhum da passeata. 

Apenas nos tinham dito que tínhamos de levar uma vela, roupa escura,o cachecol do Iscaa (quem o tivesse, claro), e que abafássemos toda a gente que nos passasse no caminho (especialmente os de economia, porque por algum motivo ancestral com origem desconhecida, o Iscaa não se dá bem com economia,e vice versa, se um dia descobrir digo, ou não, provavelmente não, se quisermos ser  realistas).
Andámos pelas ruas de Aveiro a cantar/gritar as nossas músicas da praxe até ficarmos metaforicamente a cuspir sangue, com as nossas velas acesas (e agora vem a parte filosófica, preparem-se). e com o espírito também aceso (até me vieram lágrimas aos olhos, "lindu", esta parte foi uma adição minha, ninguém disse para andarmos com o espírito aceso, obviamente ), gritei tanto que até fiquei sem voz, e no final da passeata, celebrei da melhor maneira que se pode celebrar em Aveiro.
Fui comer uma tripa.
De Kinder Bueno.
Aí que coisa boa, rendi-me às tripas, só por causa delas vale a pena estar em Aveiro ❤.
Nunca é suficiente falar do meu amor por tripas.

Voltando à passeata, senão não falo de mais nada para além das tripas, já disse o quão adoro tripas ? , houveram uns momentos bastante engraçados, por exemplo, temos uma música em que, a certa altura, independente do sitio em que estivermos, temos de apontar para o Iscaa, e eu, como jovem caloira perdida no meio de Aveiro que sou, e ainda por cima de noite, não fazia a mínima ideia de onde estava, (o que de certa forma é o objetivo da passeata, mostrar Aveiro aos caloiros que não conhecem a zona) por isso acabava, por exemplo, por apontar para a direita , enquanto os outros apontavam para a esquerda, claro que depois mudava de direção, mas era sempre um bocadinho irritante, porque gosto de acreditar que até tenho um bom sentido de orientação.
As partes que mais gostei foram, sem dúvida, quando fomos cantar à porta do antigo bar de curso dos de Economia, quando num parque passámos uma ponte a fazer uma fila.., diferente, mas quando cantámos à ria, foi sem dúvida o melhor momento da noite, pelo menos para mim, não sei explicar o que senti nessa altura, foi mesmo bom, ali toda a gente a dar tudo por tudo, eu já estava sem voz e ainda assim dava tudo (fiquei com uma dor de cabeça terrível, não estou a brincar, de gritar tanto fiquei com a cabeça a doer,  cantava mais baixinho durante um bocadinho e depois lá conseguia voltar ao ataque, mas foi complicado, houveram alturas em que nem consegui abrir os olhos durante uns segundos, mas valeu a pena), e juntando aquela união toda com a pressa de acender a vela a umas raparigas que estavam à minha beira e cuja vela se tinha apagado, foi lindo.
E depois chegou o fim, entrámos na Praça do Peixe, outra vez num "fila especial", todos partidos, mas sempre a abafar, embora já cansados, depois fomos lá para o centro da Praça, e demos todos os últimos cartuchos que a nossa voz podia dar, ouvimos os últimos discursos, cantámos ainda mais, e no fim...acabou.
Dispersámos, eu e o meu grupinho fomos comer tripas, eles levaram-me ao Madeirense, uns foram para casa e outros ficaram, e acabei por chegar a casa quase às 6 da manhã, e acabei com todos os 4 iogurtes que tinha em casa. De ananás, passei a noite a pensar naqueles iogurtes, enfim, tolices.

Passou tão depressa, e foi tão bom, adorava repetir aquela passeata, talvez finalmente apontasse para a esquerda, talvez não queimasse tanto o meu copo da vela, sei lá, mas foi tão bom, não mudava nada, foi especial, foi a minha passeata, guardei a vela e a "vestimenta" que nos deram com muito amor e carinho,  foi a nossa passeata, e foi tão, ou até mais especial do que aquilo que nos tinham dito que ia ser. Foi sem dúvida, a melhor praxe.

Mágico Iscaa, trabalha melhor em Equipa.

Kiss and hug,
Laura
Caloira 66

Nota: tentei não dar demasiados pormenores, daí, por exemplo, os termos "fila diferente" e "fila especial" para no caso de quem ler isto poder vir a ser um futuro caloiro do Iscaa, não chegar à altura e já saber tudo o que vai acontecer, enfim, manter o elemento surpresa. Obrigada pela atenção e pela compreensão :)

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Confissões de uma jovem caloira perdida no meio de Aveiro


Como vocês sabem, eu cresci entre os Açores e o Minho, por isso nunca tive  grande noção dos regionalismos de cada lado, porque em minha casa mistura-se o melhor dos dois mundos, para mim as maiores diferenças eram trocar os vs pelos bs e a minha avó dos Açores dizer "Adeus minha neta" em vez de "Olá minha neta".

Pois bem, foi preciso chegar a Aveiro para descobrir que algumas diferenças, e que certas coisas não são ditas dos dois lados, e até mesmo mais a sul, especificamente, em Aveiro.

Então, no outro dia, lá estava eu com o pessoal aqui de Aveiro (só boa gente da Albergaria), e, pelo meio da conversa surgiu a expressão rancho de filhos. O pessoal ficou estupefacto, e perguntaram o que era afinal, um rancho de filhos, porque se fosse o que estavam a pensar que era, era muito macabro, e a minha pessoa lá explicou que eram muitos filhos. O que para mim é óbvio e eu julgava que era uma expressão que se usava em todo o lado.

Aí vi a cara de alívio deles, que pensavam que estava a falar de rancho como se fosse outra coisa...

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Exatamente.
Rancho de filhos.
Compreendo a aflição deles.
Depois rimo-nos um bocado por causa disso e seguimos com as nossas vidas.

 Na praxe também temos momentos engraçados com palavras que não se dizem aqui no continente, e que se dizem nos Açores (eu ainda dava exemplos, mas isso ainda ia dar mau resultado, então vou deixar-vos na ignorância durante uns tempinhos). Eu parto me a rir (por dentro, claro). 

Só digo esta, uma mopa é uma esfregona.

Aveiro é uma terra de muita aprendizagem.

Kiss and hug,
Laura

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Laura's jukebox #11

Nesta edição de "Laura's jukebox" apresento-vos as músicas sem jeito nenhum, que me fazem pseudo-desfilar pelo meu quarto quando estou inspirada, 

Shrek 2 - I Need A Hero

The Band Perry - You Lie


Hands To Myself/Me & My Girls - Medley 
(Live from the Victoria’s Secret 2015 Fashion Show)

Kiss and hug,
Laura

quinta-feira, 13 de outubro de 2016


Sempre me vi como uma defensora da igualdade de direitos para todos os cidadãos deste planeta, e da enorme necessidade que temos de melhorar o estado de saúde do mesmo (enfim, tentar alterar o curso do aquecimento global, salvar os mares e as florestas, os desejos de qualquer pessoa preocupada com o meio ambiente), como tal, considero-me equalista e ambientalista.

Nestes últimos dias tenho visto tanta desconsideração em relação às mulheres, tenho visto tantas raparigas a ser objetificadas a torto e a direito, a serem reduzidas a um rabo jeitoso, um par de mamas, ou até mesmo reduzida ao pseudo-estatuto de "para ser comida", e juro,eu acreditava que, como país desenvolvido, já tínhamos  evoluído para além deste ponto degradante, em que o homem é para comer e a mulher é para ser comida. 

E isto irrita-me, porque eu sei que vai continuar a ser assim.
O melhor que posso fazer é esperar que, um dia, quando/se eu tiver filhos, os consiga a ensinar a ver para além das aparências, que existe muito mais numa pessoa do que uns abdominais bem feitos.

E que elas podem comer, e eles ser comidos.

Kiss and hug,
Laura

Nota : claro que também tenho noção dos outros milhentos problemas que afetam as mulheres, os homens, e a comunidade transsexual nos dias de hoje, como descriminação e tantos outros, mas neste post decidi focar-me na objetificação, mas nunca esquecendo todos os outros problemas.