quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018



Nestas férias de Carnaval, fui  passear com a minha querida família a imensos sítios no sul de Portugal e de Espanha, como devem ter visto no Instagram aqui do cantinho  (que já existe desde 18 de Janeiro, mas isso são pormenores), cada um dos sítios foi especial para mim, cada um teve a sua magia e o seu encanto, mas este cantinho ali no meio do Alentejo foi, de certa forma, o mais marcante, porque durante algum tempo acreditei mesmo que aquele cantinho, aquela cidade seria a minha futura cidade universitária.  Évora.

Descobri Évora como muitos outros a descobriram, e outros ainda irão descobrir: através do site do DGES depois de perceberem que não poderão seguir o seu curso de sonho por capacidades /média/ escolhas pessoais/sistema de ensino/etc. Na altura não considerava o ensino pós-laboral, então tive de arranjar um plano B... Que era mais um plano C, porque o plano A era seguir Biologia Marinha, mas isso são pormenores.

Foi uma fase gira da minha vida, apesar de saber que seria muito complicado, em termos logísticos (sou da ilha do Pico-Açores, cresci em Viana do Castelo- Minho, e ia assim atirar-me de cabeça para Évora-Alentejo? Façam um mapa mental, tem a sua triste piada), mas de alguma forma estava com essa ideia enraizada em mim, divertia-me a passear por aquelas ruas no Google maps, a investigar preços, sítios, história, e essas coisas todas. E também tinha amigos a dizerem-me coisas inspiradoras do género: 
"Évora é uma seca"; 
"Lá não se fazer nada";
"Laura, se estudasses lá acabavas por te cansar de não fazer nada e perdias o que resta da tua sanidade mental !!!";
"Tenho um amigo que estudou lá e odiou";
"E o calor? O calor seco? Achas que aguentas? Vais ficar desensofrida!!! "

Percebem porque é que apesar de ter a ideia tão enraizada em mim já estava apreensiva?

Acabei por vir para Aveiro, o sítio onde queria mesmo estudar, mas acabei por ficar com o bichinho de Évora em mim, fiquei com vontade de ir lá conhecer aquele sítio, sem ser no Google Maps, queria ver aquelas ruas, ver aqueles cantos e cantinhos que tinha  conhecido no Instagram, no Facebook e na Blogosfera, queria sentir um cheirinho daquele "e se..." que tantas vezes me passava pela cabeça. 

Sabem, sempre que visito um sitio novo (e outros sítios não tão novos), gosto de tentar imaginar as vidas, as histórias, os momentos vividos por quem já passou por lá, noutros tempos, noutras vidas, nas mensagens que arrancavam sorrisos, nas brincadeiras que as crianças faziam pelas ruas, na vida antes das ditas ruas serem construídas, gostava que, nesse momento, as paredes realmente falassem, para me contar essas histórias todas, mas neste caso específico, gostava que as paredes me contassem aquilo que teria vivido, as amizades que teria feito, todos os cantos e cantinhos escondidos que acabaria por conhecer, as alegrias e as tristezas, enfim, as memórias que nunca terei daquele lugar, por ter conseguido vir para esta nossa linda e maravilhosa Veneza Portuguesa. Agora não troco Aveiro por nada, adoro este sitio como nunca pensei sequer conseguir gostar de um sítio,  ainda assim, gostava de esclarecer a minha "eterna" curiosidade, daquele "e se..." que durante muito tempo considerei como algo certo. Só isso.

Em relação há viagem em si, só passámos uma noite lá, vimos os pontos-chave, mas não entrámos em nenhum museu, igreja ou coisa do género, recriámos fotografias que tirámos da última vez que lá fomos (na altura tinha eu dois anos!), e jantámos num sitio de pregos muito fofinho, dia fizemos nos outra vez à estrada e continuámos a nossa aventura em família.

Foi uma boa experiência, gostava de voltar lá um dia, durante mais tempo, para realmente conhecer como deve de ser, mas serviu para matar a curiosidade. E considero que isso já tenha valido a pena.

Com amor,
Laura.

P.S. - Ah, não sei se vão achar isto importante, mas o meu irmão e eu gostamos de comparar os sítios onde vamos com sitios que conhecemos, por exemplo, Aveiro é como Viana, mas com uma camada extra de espectacularidade, e, neste caso, Évora parece ser o que aconteceria se Viana e Coimbra tivessem um filho. E pronto, é isso.

Facebook e Instagram do Blog: @SempreLaurinha
E-mail: sempre-laurinha-blog@hotmail.com



 



~~~~ Pequeno Aparte ~~~~

Façam um mapa mental: seria mais lógico ficar em Viana ou mesmo ir para a Universidade dos Açores, em termos logísticos acabava por ficar mais perto de casa, no entanto, tenho um grande problema (não é só um, mas este é um deles), sou teimosa, num mau sentido, embirrei que, se não ia para Aveiro nem para o Porto - que era aquela opção que conseguia tolerar, era perto de casa, não teria de lavar a roupa e coisas assim, e o Porto é "fixe", por isso acho que aguentava estar lá - ia para Évora, tirar Gestão. E mais nada. Tinha que arranjar um dentista lá por causa do aparelho e vir a casa de dois em dois meses (no pior dos casos) por causa da distância. Mas eu aceitava esse destino, já o tinha enraizado em mim.
Sentia que merecia essa dor, sentia que merecia aquele desmame, sentia que em Évora, ali quase em África (óbvio exagero da realidade) teria a minha experiência universitária, senti que ali me tornaria realmente numa mulher grande (figurativa-mente), forte e independente.

Depois no dia em que preenchi as papelada conheci uma rapariga que ainda levo no coração que me conseguiu convencer a ir para  pós-laboral.
E aqui estou eu, jovem moça - veterana de segunda matrícula do mágico Isca Aveiro, perdida no meio de Aveiro. E à espera de um futuro difícil de encontrar. Está a ser complicado, o curso não é bem aquilo que eu imaginava, mas sinto que está a valer cada segundo, e, no final, vai valer a pena, a galinha, o galinheiro e todo o resto da quintinha 💙💖
É esperar para ver.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Ao longo das minhas quase duas décadas de vida (cough cough, só faço anos em Junho, cough cough)  houveram diversas ocasiões, momentos e situações em que decidi que não serviria de nada expressar a minha opinião sobre diversos assuntos, por sentir que não tinha moral para falar dos assuntos em questão ou por achar que a minha opinião não adicionava nada à conversa.

Este é um desses tópicos, já queria escrever este post há imenso tempo, mas, como ainda não me sentia "no ponto", não me sentia confortável em partilhar estas coisas, no entanto, e como referi no post sobre o ano novo, 2017 foi para mim um ano de crescimento pessoal, enfrentei algumas das minhas inseguranças, aprendi de certa forma a aceitar-me como sou. E como estou bem disposta (dentro dos possíveis, viva o recurso), vou-vos falar das minhas inseguranças mais "profundas"/antigas/"marcantes", pois sinto que já aceitei/ultrapassei a maior parte delas.

Sempre tive noção de que nunca fui nem nunca serei mais do que os outros, nunca terei as melhores notas*, nunca serei a mais inteligente, nem nunca serei linda e maravilhosa ao ponto de fazer parar o trânsito (a menos que tenha de passar numa passadeira).

Como sempre tive noção dessas coisas, o meu subconsciente fez com que, durante muito tempo, estivesse sempre a dar um passo atrás e deixar os outros brilhar, o que fez com que me desvaloriza-se de uma forma que hoje não toleraria, fez com que sentisse que não merecia sentir-me bem comigo mesma, fez com que em diversas alturas sentisse que tinha que agradar aos outros, ao ponto de deixar que me magoassem, ao ponto de me distanciar das pessoas, por achar que não valia a pena tentar, a certa altura reencontrei pessoas que realmente gostavam de mim e queriam o meu bem, que ainda hoje me acompanham e levarei sempre no meu coração, mas mesmo assim, não conseguia ser verdadeiramente eu, não sei se foi por ter medo de rejeição, se por sentir que não merecia ser... tão Laura, não sei se estou a fazer sentido, mas era assim que me sentia. Quando vim para Aveiro, decidi ser como sempre quis ser, não resultou, descobri que a minha personalidade não era assim tão doce, e... a certa altura, talvez por me ter rodeado por pessoas mais positivas, realistas, verdadeiras, ou por ter enfrentado a maior parte dos esqueletos que tinha no armário, ou por estar longe de casa... a certa altura tudo mudou.
Percebi que não podia continuar a deitar-me abaixo, percebi que podia ter sonhos, que podia ser a minha própria pessoa, que me podia valorizar, que podia ser a melhor versão de mim, mesmo que essa versão seja a que, noutra altura considerasse a pior.

Percebi que tinha de me aceitar a mim, as minhas falhas, e aceitar os outros da forma que são, daí ter perdoado a maior parte daqueles que, ao longo da vida me fizeram mal,e de me ter perdoado a mim própria pelas vezes em que me deitei abaixo em vez de me valorizar pela maneira que sou.
Percebi que não tenho que ser igual nem a A nem a B, sou a minha própria pessoa. E, como tal, tenho de me aceitar e valorizar, da mesma forma que digo aos outros para se aceitarem e não esquecerem o seu valor. Tenho de viver as minhas experiências à maneira, com base nos meus princípios, e não como os outros vivem/viveram a sua vida.

Mas mais importante, comecei a aceitar o meu corpo pela maneira que ele é, o que foi difícil, custou muito, e ainda custa, mas (e vou voltar a dizer percebi mais um montão de vezes, mas é para dar ênfase ás tantas coisas que fui percebendo sobre mim com o passar do tempo) acabei por perceber e aceitar.

Percebi que a minha altura ligeiramente acima da média não significa nada, não me proíbe de usar saltos, nem de estar quem goste, independentemente da sua altura.
O meu nariz de papagaio não precisa de uma rinoplastia com urgência, pode parecer um nariz de bruxa quando me riu a sério, pode ser a parte mais prodominante da minha carinha laroca, pode ser horrível na hora de escolher óculos e irritante quando estou constipada, mas faz parte de mim, é o meu nariz. Eu aceito-o e as suas falhas.
Os meus ombros largos não são ombros de homem, são normais, são resultado da natação, são meus, são parte da minha história, mais uma vez, são normais (nem imaginam as vezes em que tenho de dizer isto a mim própria), tenho um grande problema com os meus ombros, é estranho, mas é verdade, nem consigo bem explicar.
As minhas cicatrizes são o resultado de uma infância boa, até as cicatrizes sem jeito nenhum, como a que tenho no cotovelo, da vez em que me espatifei enquanto estava a pôr a mesa, ou a da vacina que tenho no braço, e as outras aleatórias que tenho espalhadas um pouco por todo o lado.
Os meus joelhos gorditos (that's a thing) são provavelmente parte da minha imaginação e não deveria pensar muito neles, assim como a ideia de ter que tenho as pernas desproporcionais em relação ao resto do corpo, provavelmente é impressão minha e não significa nada.
As minhas estrias não reduzem o meu valor, estão lá porque cresci (em altura) demasiado rápido,  são parte da minha história, são parte de mim.
As marcas das borbulhas que tenho nas bochechas vão acabar por sair, mais cedo ou mais tarde, e não fazem de mim menos pessoa.

E se calhar as minhas opiniões e as minhas ideias valem alguma coisa, se calhar ser um nadinha diferente dos outros não é uma coisa assim tão má, se calhar ser "imaginativa" não é uma coisa má.

Se calhar... chega de se calhares.

De repente, comecei a perguntar a  mim mesma, o porquê de me tratar tão mal, o porquê de me pôr tão abaixo dos outros, o porquê de querer sempre o melhor para os outros, o porquê de me ter desvalorizado tanto, de me ver como não mais do que uma personagem secundária ou mesmo uma figurante na grande escala das coisas, na vida dos que me rodeiam, o porquê de achar que não merecia/mereço mais.
Não consegui chegar a nenhuma conclusão concreta, mas decidi que, durante algum tempo, me iria por a mim primeiro lugar, que me iria valorizar, porque afinal, sou a personagem principal da minha vida, posso enfrentar pessoas e situações independentemente de quais forem. Posso me ajudar a mim própria da mesma maneira que tento ajudar os outros.

Agora acredito que devemos gostar de nós próprios, que devemos abraçar a nossa individualidade, e que em nenhuma circunstância nos deveremos desvalorizar. Porque somos apenas nós podemos ser os heróis das nossas histórias, e isso, para mim, é a maior conclusão que consigo tirar desta jornada toda.

Amem-se, e sejam felizes 💖

Com amor,
Laura

*Aconteceu uma vez !!! No oitavo ou no nono ano houve uma vez em que tive a melhor nota da turma num teste de geografia,e fiquei tão contente !!! 
Nunca mais consegui repetir a proeza though.

Facebook e Instagram do Blog - @SempreLaurinha
E-mail - sempre-laurinha-blog@hotmail.com

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Nem consigo acreditar que se passou mais um ano, ainda agora estava a despedir-me de 2015 e de 2016 e aqui estou, pronta para me despedir de 2017 e receber 2018 de braços bem abertos.

Que grande ano foi 2017, passeei bastante (fui ao Carnaval de Ovar, ao São João do Porto, andei sozinha de avião pela primeira vez, fui outra vez aos Açores, e gosto de pensar que conheci mais cantinhos especiais de Aveiro, e dei mais valor a Viana e à minha ilha, o Pico, enfim, tantos sítios), tive projetos novos que me encheram o coração, conheci pessoas maravilhosas que adoro, mantive aqueles que, de alguma forma ou outra me eram mais queridos, acabei uma fase da minha vida que se pudesse vivia uma e outra vez, ser caloira - fui batizada, passei frio no desfile académico, gritei até ficar sem pulmões, mas valeu tudo mais do que a pena, . Consequentemente,passei a veterana, então... trajei pela primeira vez, e e muitas vezes a seguir a essa vez. Também tive a minha primeira passeata noturna como veterana, e adorei, apesar de ser tão diferente da passeata enquanto caloira. 

2017 foi um ano muito bom para mim, que, tal como tantos outros, ficará sempre num cantinho especial do meu coração.

No entanto, 2017 foi, acima de tudo, um ano de crescimento pessoal, como já disse no post em que falei do meu ano de Caloira  💓💙 , quando cheguei a Aveiro, decidi ser a melhor versão de mim mesma , aquela alma fofinha cutchi cutchi que sempre quis ser, no entanto, nos meses que se seguiram ao post em questão, enfrentei diversas inseguranças e medos meus, comecei a aplicar em mim conselhos que dava a outras pessoas, e apercebi-me que, na verdade, a minha melhor versão de mim mesma (desculpem a enorme utilização da palavra versão, mas eu sou do signo Gémeos, não que isso queira dizer grande coisa, mas somehow explica bastantes traços das milhentas versões da minha pessoa) não era a versão fofinha cutchi cutchi, mas sim outra, que não consigo definir  concretamente, mas que estou a adorar. 

Mal posso esperar para enfrentar os desafios de 2018, os novos projetos, novos amigos, novas aventuras... bring it on 2018.

Com amor,
Laura

💫Taylor Swift - “New Year’s Day” Fan Performance 💫


sábado, 9 de dezembro de 2017


 “Sometimes I write about my own life. And sometimes I write about situations I see my friends going through. 
Sometimes I write about a scene I saw in a movie. I take inspiration from all different places.”
Taylor Swift

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

"I think that we might have met before, maybe in another time and life. Don't you think?
You looked and sounded so familiar, this might be all in my head, it probably is, but I'd like to believe that someday, we will dance again, along the river and the sea, under the moon and the stars, wouldn't that be nice? Wouldn't it be a dream come true?
Well, I guess that we'll never know. I hope to see you again, probably in another life..."

domingo, 3 de dezembro de 2017


Sinto que, em primeiro lugar, tenho que esclarecer um ponto muito importante, que acabou por moldar a minha personalidade, a minha forma de ser, e como sou vista pelos outros, especialmente por aqueles que me conhecem há mais tempo - eu sou MUITO esquesitinha com a comida, o meu avô sempre me disse na hora das refeições - e ainda diz, apesar de ser estatisticamente alta - "Come neta, come para seres GRANDE".
 Ultimamente a minha "esquisitice" não anda tão crítica, por isso até me tenho aventurado com coisas novas (um exemplo disso são as tripas, já vos falei das tripas? Adoro tripas, e acreditem que se na altura a minha esquisitice não estivesse a um nível tão baixo, nem as tinha experimentado), mas chegar ao sushi foi um avanço extremamente inesperado, posso dizer que só fui porque as minhas amigas convocaram a minha presença (ou seja, perguntaram se eu queria ir, e lá me aventurei, mas só porque até tinha saudades delas e tal)

Fomos ao Glamour Sushi, em "Biana", ao lado das Galerias César, é um espaço lindíssimo, e o serviço foi muito bom, e como têm um sistema tipo rodízio comemos imenso, e no fim pagámos o mesmo, a única coisa que não estava incluída era a bebida, mas isso é um pequeno pormenor.

Em relação à comida em si - comi-a com os pauzinhos, sem grandes problemas, depois de arranjar o jeito (e praticar até a comida chegar) até foi fácil - as algas que rodeavam alguns elementos não são a minha chávena de chá, e custava-me um bocadinho trinca-las, por causa do aparelho, especialmente nas peças grandes que na segunda imagem estão no copo (já disse que a apresentação de tudo estava cinco estrelas ???). E para mim era mais fácil comer os elementos quentes (esqueci-me de fotografar a maior parte deles, por isso não aparecem aqui), por isso foram os meus preferidos. Mas o resto também estava muito bom, embora ache que seria melhor comer o que comemos no Verão, simplesmente por serem mais "fresquinhos", mas não se enganem, saímos de lá cheias !!!

Acabou por ser uma experiência gira, e o grupinho até já decidiu que temos de lá voltar,  portanto, até recomendo.
E vou tentar ser ainda menos esquesitinha para comer, porque para experimentar a primeira peça estive sem brincadeira, dois minutos a olhar para ela, a rever todas as decisões da minha vida que me tinham levado àquele momento.

Oh well...

Com amor,
Laura




sábado, 2 de dezembro de 2017

"I know people can change because it happens to me little by little every day . Every day I wake up as someone slightly new. Isn't it wild and intriguing and beautiful to think that every day we are new?"
 Taylor Swift

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Ao longo da minha vida, nunca senti um grande interesse por religião - sim, acho a forma como moldou a história fascinante, mas para além disso... nada. Ir à missa era mais uma tarefa e a catequese não me ensinou nada que me faça sentir mais completa como pessoa, adorei as aulas de EMRC, mas porque não nos focávamos demasiado na parte da religião, mas mais em problemas dos dias de hoje, via-mos filmes, fazíamos debates, e realmente aprendíamos coisas úteis (em comparação com a catequese), e os fóruns de moral eram muito fixes, ainda assim, só tive EMRC até ao 9º ano, no secundário pus essa disciplina de lado. Não fiz o crisma, e sinto que não traria mais nada de importante à minha vida.

Por isso, se algum dia tiver filhos, a probabilidade de os baptizar e os educar na fé cristã é muito baixa.

No entanto, festejo o Natal, a Páscoa, o São Martinho, as festas da terrinha, e essas festividades todas, não pela parte religiosa, mas mais pela parte do convívio, e cooperação entre as pessoas, que sinceramente, é mais importante para mim, do que a sua base religiosa.

Apesar de a religião não me dizer nada, não digo que tenhamos de viver num mundo ateu - cada um tem o direito à sua fé (desde que não a imponha aos outros, muito menos à força, mas isso é um tópico para outra altura) . Por essas e por outras, uma das coisas que achei mais interessantes quando cheguei a Aveiro, foi a forma tão diferente como as pessoas encaravam a religião, como acreditavam que a sua fé lhes dava a sua força, a sua vontade de continuar, ou as auxiliava na sua jornada para se tornarem pessoas melhores, e, caso não se sentissem satisfeitas com a fé que lhes foi incutida, estudavam as mais diversas  religiões, com o objetivo de encontrarem aquela que consideram que mais os preenchesse - porque realmente sentiam e sentem que a religião lhes pode trazer o sentido de paz que tanto procuram.

Mais uma vez, acho isso fascinante, aquilo que para mim não significa nada, e para os outros... é tudo. A sua força de acordar de manhã, e lutar mais um dia, aquilo que lhes trás conforto e alegria...

É fascinante, não acham ?

Com amor,
Laura

segunda-feira, 27 de novembro de 2017



"Espero que saibam que, apesar de todas as chatices, dos meses em que nem nos vemos, nem nos falamos,continuam a fazer parte do meu dia-a-dia, e acreditem, todos os dias penso em vocês , seja porque no supermercado vi um brinquedo que sei que iriam adorar, seja porque vi um vestido bonito que faz o vosso género, ou então porque conheci alguém com o mesmo nome que um de vocês. Apesar de todas as chatices, até vos tolero, e, sei que não o digo muitas vezes, mas até gosto de vocês. São o meu grupo de pessoas passivo-agressivas preferido, e acho que não vos trocava por nada. Acho. Também não tenho grande escolha nesse departamento.

Ah, e no Natal quero meias, muitas meias, e chocolate".


Acho que isto vai ser uma rubrica nova aqui no blog, volta e meia penso em frases fofinhas -algumas são verídicas, mas a maior parte é fictícia - que não encaixam bem nas Quotes, nem tem conteúdo suficiente para escrever algo maior e mais complexo. Basicamente esta rubrica vais ser uma espécie de brain dump,  por isso não esperem muita coisa,

Com amor,
Laura

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Laura's jukebox #12

Hoje estou estranhamente bem disposta, talvez por estar um dia lindo e maravilhoso, ou então porque hoje tenho dois testes e a forma que o meu organismo tem de reagir a tal situação é tendo uma atitude demasiado positiva, já cheguei ao ponto de estar farta de me aguentar a mim própria.
Adoro o meu sistema nervoso.
Ou então é porque o novo álbum da Taylor saí daqui a três dias e adoro mais do que tudo a última música que foi lançada, Call It What You Want, não consigo parar de a cantarolar, apesar de não me rever com o ponto principal e tal, mas isso são pormenores deprimentes da minha vida. Vou ser ser sincera, não espero muito deste álbum, só gosto mesmo MESMO do CIWYW, adoro o ...Ready for It, mas de resto... nem me aquece nem me arrefece.

Então fica aqui a banda sonora dos meus últimos dias, só porque até estou bem disposta, mas isso são pormenores.

Taylor Swift - Call It What You Want


Halsey - Castle

Gloria Gaynor - I Will Survive


Dua Lipa - New Rules 

Carrie Underwood - Church Bells


Com amor,
Laura

domingo, 15 de outubro de 2017

Quotes #19

" If your dreams do not scare you, they are not big enough."
Ellen Johnson Sirleaf

Com amor,
Laura

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Antes de vir para Aveiro, as únicas tripas que conhecia eram as tripas à moda do Porto, o que deixou a jovem caloira perdida no meio de Aveiro em mim a pensar que estava numa terra de doidos, visto que volta e meia via sítios que diziam que vendias tripas, até que cheguei à conclusão que as tripas de Aveiro eram "uma espécie de crepe" com algum recheio fiquei mais descansada, mas ainda estava um bocado cética, porque sou MUITO esquisita com a comida, e as tripas na altura não me inspiravam grande confiança.

Até ao dia em que tudo mudou.

Há cerca de um ano certinho, estávamos no Parque de Feiras e Exposições, no FAN (Festival Aveiro é Nosso, semana de integração, que neste ano se chama HUG, ugh...), e uma amiga minha conseguiu miraculosamente convencer-me a experimentar as ditas tripas. Gostei, a minha primeira foi boa, mas não foi assim grande coisa, mas foi suficiente para começar a gostar de tripas.

Foi no dia a seguir que tudo mudou a sério, foi com a tal minha amiga ao Fórum (as amigas dela do secundário vinham ao FAN e ela "adotou-me"), fomos comer a segunda tripa da minha vida, e o meu mundo parou.

Era de chocolate branco, e estava tão boa, que nem conseguia prestar atenção ao que elas me estavam a dizer, foi um momento assim para lá de abençoado. Ainda hoje me lembro daquela tripa maravilhosa, e quão me aqueceu o coração.

Depois dessas tripas, vieram muitas mais: a de ovos-moles que comi com os meus pais, a de Kinder Bueno que comi depois da Passeata Noturna, a tripa de Nutella que comi na noite da gala porque minha amiga não conseguia comer mais, a de chocolate de avelã que comi no TêZero (foi a  única que comi lá), e tantas outras que no Inverno me aqueciam as mãos ás tantas da manhã e que no Verão  me "queimavam" os dedos.

É por estas e por outras que já me chamaram de Rainha das Tripas, volta e meia quero ir às tripas, a certa altura até criei um grupo no Facebook para o pessoal ir comer tripas (não deu grande resultado).
Adoro tripas, são tão boas, gosto delas de forma irracional.
Mas por algum motivo, a bolacha americana ainda não me convenceu.
Oh well...

Vai uma tripa?

Com amor,
Laura

domingo, 8 de outubro de 2017

Forever in my mind

Finalmente o tinha comigo, aquele por quem eu tinha esperado desde que vim para Aveiro, talvez até antes, não conseguem imaginar  as vezes que suspirei por ele, as borboletas que senti no estômago quando o vi pela primeira vez,  e a alegria que senti ao fim da nossa primeira grande aventura.

Hoje acabou tudo, infelizmente, e não sei como irei recuperar depois da perda dele.

Descansa em paz, meu carrinho de compras das velhinhas.
Ainda não acredito que ficaste sem uma roda a dois passos de casa, e sem a outra assim que chegámos a casa. 
Que o teu substituto tenha rodas mais fortes, um saco impermeável e que também tenha um bom bolsinho para a carteira, as chaves de casa e a lista das compras .

Com amor,
Laura

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Normal Girl


You probably don’t know this, but the way you made me feel, shaped the person that I am today.

I have no idea about why I’m bringing this up now, ‘cause honestly I haven’t thought about you in months, yet, here we are.  

I just wanted to say, it took me a few years, I’m finally truly starting to love and respect myself, like I should from the beginning. It still makes me (a little bit) sad to know that we could’ve had a beautiful life-long friendship like many others, but  it does not make me feel sad enough to let go the years of (what felt like) emotional abuse go away.

 I’m starting to live my dreams, you know,  ones that you shattered when we were kids.
Oh, and the promises and the secrets that you never kept, are now nothing but repressed memories in the back of my head, so they mean almost nothing to me.

 It’s funny you know, back then, it felt like the worst felling in the world, and now ... it’s nothing.

But hey, we were kids, right?

 Kids are naturally mean to each other, right?

Putting me down was the only way of looking out for me, right?

Right?

I now forgive you (a little bit), you probably never knew other way to treat different people. 
People that didn’t act like you.
People that weren’t like you.

I forgive you. A little bit.

And I hope that someday you can forgive me too.

For not being the “Normal Girl” that you clearly were, are, will always be.

With love,
Laura

sábado, 30 de setembro de 2017

People come and People go


Do you want to know a little secret?
After many years of disappointments, seeing people go and being stabbed in the back by people that I considered my “friends”, I stopped believing that those who surrounded me could really be considered “friends”.

So, I started to put up my walls, and painted them in all the shades of gray*, to somehow, protect myself. And I believe that I did a good job. I really do.  Not many people came in after that, and the ones who did, actually stayed with me, along this rollercoaster that we call life.

But some things didn’t went so well, there were times when, instead of putting down the walls, I just held them higher and higher and higher, not letting in people that should be in... in.

I should learn how to cope with it, before it’s too late, but I’m scared to do it, you know ?

I don’t want to hurt myself, or others. Hurting people is something that I totally hate doing, and that I try using only as a last resource. But sometimes comes naturally. And it doesn’t end well. It never ends well.

I guess that that’s another thing for me to work on. Don’t you think ?

With love,
Laura


*Referência linda e muito bem posicionada daqui 💙

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Part of me


Não vou pedir desculpa pela minha ausência na blogosfera, sinto que não devo isso a ninguém para além de a mim própria.O meu blog é meu, é a minha plataforma, onde falo publicamente de coisas aleatórias de que gosto. Independentemente do meu medo inconsciente e irracional de que critiquem negativamente este lado da minha personalidade, os meus gostos, o facto de, na maior parte das vezes, o facto de não ter grande moral para falar de certos assuntos, entre outras coisas.

Gosto muito de escrever, até posso nem ter muito jeito, mas é algo que adoro fazer e que me fascina. A capacidade de criar mundos com as pontas dos dedos têm o seu quê de fantástico.
Também gosto de fotografia, não tanto como certas pessoas, mas gosto.
Gosto de decoração, de moda, de maus filmes de sci fi como O tubarão de cinco cabeças e Lavantula, esses filmes bem realistas. 

E adoro revistas, a Sábado é a que gosto mais, a que mais li, e a que mais me ensinou (uma vês dei cabo de um debate numa aula de Filosofia porque me lembrava detalhadamente de um artigo que tinha lido lá, foi um dos momentos altos da minha vida).

E, estranhamente, adoro escrever "cartas" em Inglês, é como me sinto mais livre a escrever e como sinto que consigo transmitir melhor a minha mensagem, se é que isso faz algum sentido.

E quem sabe, posso publicar alguma coisa de jeito amanhã.

O que quer que escreva, faz parte de mim, portanto, apenas posso aceitar isso, certo ?

Com amor,
Laura

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Foi há um ano que tudo começou

Eu no Dia das Matrículas. Fui com o meu pai para Aveiro logo de manhãzinha, fui das primeiras e tratei das "papeladas" sozinha, o meu pai ficou a dormir no carro.Foi um dia lindo.
(Não gosto nada da minha cara nesta foto, mas a minha mãe diz que estou gira.
Por isso aqui está).
Agora que o meu segundo ano está a dias de começar, então achei boa ideia contar-vos algumas coisas que me tem passado pela cabeça durante os últimos dias.

Já passou um ano, um ano desde que soube definitivamente que ia para Aveiro, um ano desde que encontrei a minha nova casa. Há um ano, não imaginaria a pessoa que sou hoje, não imaginaria os amigos que fiz, nem eles me imaginariam a mim, as noitadas, os "filmes de terror", os cafés, as saídas, as tripas 💖, não imaginaria as lágrimas de alegria pelas experiências que vivi. E muito menos o quão gritaria pelo mágico ISCA Aveiro. E o quão o levaria no peito, até ao fim. Que venha este novo ano, que venham as novas amizades, que venham os trabalhos e os exame, as noites sem dormir, as TRIPAS, e esta nova fase de veterana.
Principalmente as tripas.
Tenho saudades de comer tripas.
Vivam as tripas.

Com amor,
Laura
Ex-caloira 66

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Quotes #18


"I want to say to all the young women out there: 
There are going to be people along the way who try to undercut your success or take credit for your accomplishments or your fame. 
But if you just focus on the work and you don’t let those people sidetrack you, someday, when you get where you’re going, you will look around and you will know - it was you, and the people who love you, who put you there. 
And that will be the greatest feeling in the world."


Taylor Swift

terça-feira, 13 de junho de 2017

That Late Easter Lookbook - 2017 edition

Como de costume, decidi tentar juntar das duas partes mais que mais me moldam como pessoa, o orgulho se ser Açoriana e de ser Vianense, daí os brincos e o cabelo solto, sem nunca esquecer o meu eu e os meus gostos que não se encaixam muito com o resto, daí as cores pastéis.

Ok, não consigo enganar ninguém, queria parecer filosófica e cheia de significado para tudo, mas simplesmente escolhi um vestido bonito, pastel e com flores, como eu gosto, pus os brincos à rainha que a minha avó dos Açores me deu quando eu era pequena (logic), não me apeteceu fazer grande coisa com o cabelo, não que a humidade deixasse, e usei os sapatos e a mala que levei aos meus proms.

Desculpem ter tentado ser filosófica, é capaz de não voltar a acontecer.
Sejam felizes. 





Brincos à Rainha - antigos
Vestido- Lefties (aqui)
Sapatos- Sfera 
Clutch- Bijou Brigitte

Com amor,
Laura

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Brace yourselfs, my birthday is coming

Eu linda e maravilhosa, com 3 ou 4 anos, já a demonstrar o meu entusiasmo pela chegada dos 19.
A entrada nos 19 vai ser linda, com um teste e uma possível apresentação de um trabalho nesse dia, ainda por cima calha numa segunda-feira, odeio quando os meus aniversários calham à segunda, enfim, manias sem jeito nenhum, e não consigo de forma alguma exteriorizar completamente o meu entusiasmo (nenhum). 
Principalmente por calhar naquela que vou considerar de "uma das piores semanas do semestre" com muito amor e carinho.
Que passe depressa, os testes e as apresentações corram bem, e que alguma alma penada me arranje um bom disco externo, uma PowerBank e a chave do Euromilhões, não peço mais nada.
Ok, e vontade de estudar, dá sempre jeito.
 Por agora é tudo.

Com amor,
Laura

 💫 Feliz dia da Criança 💫