sábado, 9 de dezembro de 2017


 “Sometimes I write about my own life. And sometimes I write about situations I see my friends going through. 
Sometimes I write about a scene I saw in a movie. I take inspiration from all different places.”
Taylor Swift

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

"I think that we might have met before, maybe in another time and life. Don't you think?
You looked and sounded so familiar, this might be all in my head, it probably is, but I'd like to believe that someday, we will dance again, along the river and the sea, under the moon and the stars, wouldn't that be nice? Wouldn't it be a dream come true?
Well, I guess that we'll never know. I hope to see you again, probably in another life..."

domingo, 3 de dezembro de 2017


Sinto que, em primeiro lugar, tenho que esclarecer um ponto muito importante, que acabou por moldar a minha personalidade, a minha forma de ser, e como sou vista pelos outros, especialmente por aqueles que me conhecem há mais tempo - eu sou MUITO esquesitinha com a comida, o meu avô sempre me disse na hora das refeições - e ainda diz, apesar de ser estatisticamente alta - "Come neta, come para seres GRANDE".
 Ultimamente a minha "esquisitice" não anda tão crítica, por isso até me tenho aventurado com coisas novas (um exemplo disso são as tripas, já vos falei das tripas? Adoro tripas, e acreditem que se na altura a minha esquisitice não estivesse a um nível tão baixo, nem as tinha experimentado), mas chegar ao sushi foi um avanço extremamente inesperado, posso dizer que só fui porque as minhas amigas convocaram a minha presença (ou seja, perguntaram se eu queria ir, e lá me aventurei, mas só porque até tinha saudades delas e tal)

Fomos ao Glamour Sushi, em "Biana", ao lado das Galerias César, é um espaço lindíssimo, e o serviço foi muito bom, e como têm um sistema tipo rodízio comemos imenso, e no fim pagámos o mesmo, a única coisa que não estava incluída era a bebida, mas isso é um pequeno pormenor.

Em relação à comida em si - comi-a com os pauzinhos, sem grandes problemas, depois de arranjar o jeito (e praticar até a comida chegar) até foi fácil - as algas que rodeavam alguns elementos não são a minha chávena de chá, e custava-me um bocadinho trinca-las, por causa do aparelho, especialmente nas peças grandes que na segunda imagem estão no copo (já disse que a apresentação de tudo estava cinco estrelas ???). E para mim era mais fácil comer os elementos quentes (esqueci-me de fotografar a maior parte deles, por isso não aparecem aqui), por isso foram os meus preferidos. Mas o resto também estava muito bom, embora ache que seria melhor comer o que comemos no Verão, simplesmente por serem mais "fresquinhos", mas não se enganem, saímos de lá cheias !!!

Acabou por ser uma experiência gira, e o grupinho até já decidiu que temos de lá voltar,  portanto, até recomendo.
E vou tentar ser ainda menos esquesitinha para comer, porque para experimentar a primeira peça estive sem brincadeira, dois minutos a olhar para ela, a rever todas as decisões da minha vida que me tinham levado àquele momento.

Oh well...

Com amor,
Laura




sábado, 2 de dezembro de 2017

"I know people can change because it happens to me little by little every day . Every day I wake up as someone slightly new. Isn't it wild and intriguing and beautiful to think that every day we are new?"
 Taylor Swift

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Ao longo da minha vida, nunca senti um grande interesse por religião - sim, acho a forma como moldou a história fascinante, mas para além disso... nada. Ir à missa era mais uma tarefa e a catequese não me ensinou nada que me faça sentir mais completa como pessoa, adorei as aulas de EMRC, mas porque não nos focávamos demasiado na parte da religião, mas mais em problemas dos dias de hoje, via-mos filmes, fazíamos debates, e realmente aprendíamos coisas úteis (em comparação com a catequese), e os fóruns de moral eram muito fixes, ainda assim, só tive EMRC até ao 9º ano, no secundário pus essa disciplina de lado. Não fiz o crisma, e sinto que não traria mais nada de importante à minha vida.

Por isso, se algum dia tiver filhos, a probabilidade de os baptizar e os educar na fé cristã é muito baixa.

No entanto, festejo o Natal, a Páscoa, o São Martinho, as festas da terrinha, e essas festividades todas, não pela parte religiosa, mas mais pela parte do convívio, e cooperação entre as pessoas, que sinceramente, é mais importante para mim, do que a sua base religiosa.

Apesar de a religião não me dizer nada, não digo que tenhamos de viver num mundo ateu - cada um tem o direito à sua fé (desde que não a imponha aos outros, muito menos à força, mas isso é um tópico para outra altura) . Por essas e por outras, uma das coisas que achei mais interessantes quando cheguei a Aveiro, foi a forma tão diferente como as pessoas encaravam a religião, como acreditavam que a sua fé lhes dava a sua força, a sua vontade de continuar, ou as auxiliava na sua jornada para se tornarem pessoas melhores, e, caso não se sentissem satisfeitas com a fé que lhes foi incutida, estudavam as mais diversas  religiões, com o objetivo de encontrarem aquela que consideram que mais os preenchesse - porque realmente sentiam e sentem que a religião lhes pode trazer o sentido de paz que tanto procuram.

Mais uma vez, acho isso fascinante, aquilo que para mim não significa nada, e para os outros... é tudo. A sua força de acordar de manhã, e lutar mais um dia, aquilo que lhes trás conforto e alegria...

É fascinante, não acham ?

Com amor,
Laura

segunda-feira, 27 de novembro de 2017



"Espero que saibam que, apesar de todas as chatices, dos meses em que nem nos vemos, nem nos falamos,continuam a fazer parte do meu dia-a-dia, e acreditem, todos os dias penso em vocês , seja porque no supermercado vi um brinquedo que sei que iriam adorar, seja porque vi um vestido bonito que faz o vosso género, ou então porque conheci alguém com o mesmo nome que um de vocês. Apesar de todas as chatices, até vos tolero, e, sei que não o digo muitas vezes, mas até gosto de vocês. São o meu grupo de pessoas passivo-agressivas preferido, e acho que não vos trocava por nada. Acho. Também não tenho grande escolha nesse departamento.

Ah, e no Natal quero meias, muitas meias, e chocolate".


Acho que isto vai ser uma rubrica nova aqui no blog, volta e meia penso em frases fofinhas -algumas são verídicas, mas a maior parte é fictícia - que não encaixam bem nas Quotes, nem tem conteúdo suficiente para escrever algo maior e mais complexo. Basicamente esta rubrica vais ser uma espécie de brain dump,  por isso não esperem muita coisa,

Com amor,
Laura

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Laura's jukebox #12

Hoje estou estranhamente bem disposta, talvez por estar um dia lindo e maravilhoso, ou então porque hoje tenho dois testes e a forma que o meu organismo tem de reagir a tal situação é tendo uma atitude demasiado positiva, já cheguei ao ponto de estar farta de me aguentar a mim própria.
Adoro o meu sistema nervoso.
Ou então é porque o novo álbum da Taylor saí daqui a três dias e adoro mais do que tudo a última música que foi lançada, Call It What You Want, não consigo parar de a cantarolar, apesar de não me rever com o ponto principal e tal, mas isso são pormenores deprimentes da minha vida. Vou ser ser sincera, não espero muito deste álbum, só gosto mesmo MESMO do CIWYW, adoro o ...Ready for It, mas de resto... nem me aquece nem me arrefece.

Então fica aqui a banda sonora dos meus últimos dias, só porque até estou bem disposta, mas isso são pormenores.

Taylor Swift - Call It What You Want


Halsey - Castle

Gloria Gaynor - I Will Survive


Dua Lipa - New Rules 

Carrie Underwood - Church Bells


Com amor,
Laura

domingo, 15 de outubro de 2017

Quotes #19

" If your dreams do not scare you, they are not big enough."
Ellen Johnson Sirleaf

Com amor,
Laura

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Antes de vir para Aveiro, as únicas tripas que conhecia eram as tripas à moda do Porto, o que deixou a jovem caloira perdida no meio de Aveiro em mim a pensar que estava numa terra de doidos, visto que volta e meia via sítios que diziam que vendias tripas, até que cheguei à conclusão que as tripas de Aveiro eram "uma espécie de crepe" com algum recheio fiquei mais descansada, mas ainda estava um bocado cética, porque sou MUITO esquisita com a comida, e as tripas na altura não me inspiravam grande confiança.

Até ao dia em que tudo mudou.

Há cerca de um ano certinho, estávamos no Parque de Feiras e Exposições, no FAN (Festival Aveiro é Nosso, semana de integração, que neste ano se chama HUG, ugh...), e uma amiga minha conseguiu miraculosamente convencer-me a experimentar as ditas tripas. Gostei, a minha primeira foi boa, mas não foi assim grande coisa, mas foi suficiente para começar a gostar de tripas.

Foi no dia a seguir que tudo mudou a sério, foi com a tal minha amiga ao Fórum (as amigas dela do secundário vinham ao FAN e ela "adotou-me"), fomos comer a segunda tripa da minha vida, e o meu mundo parou.

Era de chocolate branco, e estava tão boa, que nem conseguia prestar atenção ao que elas me estavam a dizer, foi um momento assim para lá de abençoado. Ainda hoje me lembro daquela tripa maravilhosa, e quão me aqueceu o coração.

Depois dessas tripas, vieram muitas mais: a de ovos-moles que comi com os meus pais, a de Kinder Bueno que comi depois da Passeata Noturna, a tripa de Nutella que comi na noite da gala porque minha amiga não conseguia comer mais, a de chocolate de avelã que comi no TêZero (foi a  única que comi lá), e tantas outras que no Inverno me aqueciam as mãos ás tantas da manhã e que no Verão  me "queimavam" os dedos.

É por estas e por outras que já me chamaram de Rainha das Tripas, volta e meia quero ir às tripas, a certa altura até criei um grupo no Facebook para o pessoal ir comer tripas (não deu grande resultado).
Adoro tripas, são tão boas, gosto delas de forma irracional.
Mas por algum motivo, a bolacha americana ainda não me convenceu.
Oh well...

Vai uma tripa?

Com amor,
Laura

domingo, 8 de outubro de 2017

Forever in my mind

Finalmente o tinha comigo, aquele por quem eu tinha esperado desde que vim para Aveiro, talvez até antes, não conseguem imaginar  as vezes que suspirei por ele, as borboletas que senti no estômago quando o vi pela primeira vez,  e a alegria que senti ao fim da nossa primeira grande aventura.

Hoje acabou tudo, infelizmente, e não sei como irei recuperar depois da perda dele.

Descansa em paz, meu carrinho de compras das velhinhas.
Ainda não acredito que ficaste sem uma roda a dois passos de casa, e sem a outra assim que chegámos a casa. 
Que o teu substituto tenha rodas mais fortes, um saco impermeável e que também tenha um bom bolsinho para a carteira, as chaves de casa e a lista das compras .

Com amor,
Laura

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Normal Girl


You probably don’t know this, but the way you made me feel, shaped the person that I am today.

I have no idea about why I’m bringing this up now, ‘cause honestly I haven’t thought about you in months, yet, here we are.  

I just wanted to say, it took me a few years, I’m finally truly starting to love and respect myself, like I should from the beginning. It still makes me (a little bit) sad to know that we could’ve had a beautiful life-long friendship like many others, but  it does not make me feel sad enough to let go the years of (what felt like) emotional abuse go away.

 I’m starting to live my dreams, you know,  ones that you shattered when we were kids.
Oh, and the promises and the secrets that you never kept, are now nothing but repressed memories in the back of my head, so they mean almost nothing to me.

 It’s funny you know, back then, it felt like the worst felling in the world, and now ... it’s nothing.

But hey, we were kids, right?

 Kids are naturally mean to each other, right?

Putting me down was the only way of looking out for me, right?

Right?

I now forgive you (a little bit), you probably never knew other way to treat different people. 
People that didn’t act like you.
People that weren’t like you.

I forgive you. A little bit.

And I hope that someday you can forgive me too.

For not being the “Normal Girl” that you clearly were, are, will always be.

With love,
Laura

sábado, 30 de setembro de 2017

People come and People go


Do you want to know a little secret?
After many years of disappointments, seeing people go and being stabbed in the back by people that I considered my “friends”, I stopped believing that those who surrounded me could really be considered “friends”.

So, I started to put up my walls, and painted them in all the shades of gray*, to somehow, protect myself. And I believe that I did a good job. I really do.  Not many people came in after that, and the ones who did, actually stayed with me, along this rollercoaster that we call life.

But some things didn’t went so well, there were times when, instead of putting down the walls, I just held them higher and higher and higher, not letting in people that should be in... in.

I should learn how to cope with it, before it’s too late, but I’m scared to do it, you know ?

I don’t want to hurt myself, or others. Hurting people is something that I totally hate doing, and that I try using only as a last resource. But sometimes comes naturally. And it doesn’t end well. It never ends well.

I guess that that’s another thing for me to work on. Don’t you think ?

With love,
Laura


*Referência linda e muito bem posicionada daqui 💙

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Part of me


Não vou pedir desculpa pela minha ausência na blogosfera, sinto que não devo isso a ninguém para além de a mim própria.O meu blog é meu, é a minha plataforma, onde falo publicamente de coisas aleatórias de que gosto. Independentemente do meu medo inconsciente e irracional de que critiquem negativamente este lado da minha personalidade, os meus gostos, o facto de, na maior parte das vezes, o facto de não ter grande moral para falar de certos assuntos, entre outras coisas.

Gosto muito de escrever, até posso nem ter muito jeito, mas é algo que adoro fazer e que me fascina. A capacidade de criar mundos com as pontas dos dedos têm o seu quê de fantástico.
Também gosto de fotografia, não tanto como certas pessoas, mas gosto.
Gosto de decoração, de moda, de maus filmes de sci fi como O tubarão de cinco cabeças e Lavantula, esses filmes bem realistas. 

E adoro revistas, a Sábado é a que gosto mais, a que mais li, e a que mais me ensinou (uma vês dei cabo de um debate numa aula de Filosofia porque me lembrava detalhadamente de um artigo que tinha lido lá, foi um dos momentos altos da minha vida).

E, estranhamente, adoro escrever "cartas" em Inglês, é como me sinto mais livre a escrever e como sinto que consigo transmitir melhor a minha mensagem, se é que isso faz algum sentido.

E quem sabe, posso publicar alguma coisa de jeito amanhã.

O que quer que escreva, faz parte de mim, portanto, apenas posso aceitar isso, certo ?

Com amor,
Laura

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Foi há um ano que tudo começou

Eu no Dia das Matrículas. Fui com o meu pai para Aveiro logo de manhãzinha, fui das primeiras e tratei das "papeladas" sozinha, o meu pai ficou a dormir no carro.Foi um dia lindo.
(Não gosto nada da minha cara nesta foto, mas a minha mãe diz que estou gira.
Por isso aqui está).
Agora que o meu segundo ano está a dias de começar, então achei boa ideia contar-vos algumas coisas que me tem passado pela cabeça durante os últimos dias.

Já passou um ano, um ano desde que soube definitivamente que ia para Aveiro, um ano desde que encontrei a minha nova casa. Há um ano, não imaginaria a pessoa que sou hoje, não imaginaria os amigos que fiz, nem eles me imaginariam a mim, as noitadas, os "filmes de terror", os cafés, as saídas, as tripas 💖, não imaginaria as lágrimas de alegria pelas experiências que vivi. E muito menos o quão gritaria pelo mágico ISCA Aveiro. E o quão o levaria no peito, até ao fim. Que venha este novo ano, que venham as novas amizades, que venham os trabalhos e os exame, as noites sem dormir, as TRIPAS, e esta nova fase de veterana.
Principalmente as tripas.
Tenho saudades de comer tripas.
Vivam as tripas.

Com amor,
Laura
Ex-caloira 66

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Quotes #18


"I want to say to all the young women out there: 
There are going to be people along the way who try to undercut your success or take credit for your accomplishments or your fame. 
But if you just focus on the work and you don’t let those people sidetrack you, someday, when you get where you’re going, you will look around and you will know - it was you, and the people who love you, who put you there. 
And that will be the greatest feeling in the world."


Taylor Swift

terça-feira, 13 de junho de 2017

That Late Easter Lookbook - 2017 edition

Como de costume, decidi tentar juntar das duas partes mais que mais me moldam como pessoa, o orgulho se ser Açoriana e de ser Vianense, daí os brincos e o cabelo solto, sem nunca esquecer o meu eu e os meus gostos que não se encaixam muito com o resto, daí as cores pastéis.

Ok, não consigo enganar ninguém, queria parecer filosófica e cheia de significado para tudo, mas simplesmente escolhi um vestido bonito, pastel e com flores, como eu gosto, pus os brincos à rainha que a minha avó dos Açores me deu quando eu era pequena (logic), não me apeteceu fazer grande coisa com o cabelo, não que a humidade deixasse, e usei os sapatos e a mala que levei aos meus proms.

Desculpem ter tentado ser filosófica, é capaz de não voltar a acontecer.
Sejam felizes. 





Brincos à Rainha - antigos
Vestido- Lefties (aqui)
Sapatos- Sfera 
Clutch- Bijou Brigitte

Com amor,
Laura

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Brace yourselfs, my birthday is coming

Eu linda e maravilhosa, com 3 ou 4 anos, já a demonstrar o meu entusiasmo pela chegada dos 19.
A entrada nos 19 vai ser linda, com um teste e uma possível apresentação de um trabalho nesse dia, ainda por cima calha numa segunda-feira, odeio quando os meus aniversários calham à segunda, enfim, manias sem jeito nenhum, e não consigo de forma alguma exteriorizar completamente o meu entusiasmo (nenhum). 
Principalmente por calhar naquela que vou considerar de "uma das piores semanas do semestre" com muito amor e carinho.
Que passe depressa, os testes e as apresentações corram bem, e que alguma alma penada me arranje um bom disco externo, uma PowerBank e a chave do Euromilhões, não peço mais nada.
Ok, e vontade de estudar, dá sempre jeito.
 Por agora é tudo.

Com amor,
Laura

 💫 Feliz dia da Criança 💫

terça-feira, 30 de maio de 2017

O meu ano de Caloira

Em Setembro tomei duas decisões que, com o tempo, provaram ser as melhores da minha vida.
Jurei a mim mesma que ia ser a melhor versão de mim, aquela que sempre quis ser, mas que por qualquer motivo, nunca fui. Ia ajudar os outros naquilo que pudesse, ia dar o melhor me mim, e trataria todos da mesma maneira, com amor, carinho e respeito.

E depois das matriculas, quando surgiu uma questão que, sinceramente, nunca me tinha passado muito pela cabeça - a praxe- decidi que ia levar aquilo até ao fim, sofresse o que sofresse, vivendo o que vivesse.

Estas duas decisões abriram-me portas inimagináveis, graças a elas, conheci pessoas que de qualquer outra forma não teria sequer pensado em falar, conheci praticamente todos os meus amigos de Aveiro na praxe, e acredito que a minha mudança de atitude tenha ajudado a que essas pessoas ficassem.

A primeira semana foi de morrer, as viagens a casa matava-me (é por estas e por outras que agora só vou praticamente a casa de mês a mês), os testes deram cabo de mim, a época de exames e a de recurso tiraram-me anos de vida, os trabalhos, as  noites sem dormir, o esforço e as noites sem dormir, a praxe, e a independência que encontrei, fizeram e fazem tudo valer a pena. 

No desfile, na semana académica, fiquei sem pulmões, fiquei com um bocadinho de frio, e deitei uma lágrima, enfim, emocionei-me, porque estava na cidade que me tinha roubado o coração no 10º ano, quando estava a voltar de um casamento em Sintra,  estava no curso que tanto queria, e à minha volta estavam pessoas que espero levar para a vida, que me enchem o coração e que fazem todos e quaisquer momentos nesta nossa Veneza Portuguesa valer a pena.

Não me arrependo de nenhuma decisão, de nenhum jantar, de nenhuma brincadeira que tenha feito, de todas as vezes que fiquei sem voz. Sinto que vivi em pleno o meu ano de caloira, apenas se é caloiro uma vez, e gosto de acreditar que fui (apesar de tudo) uma boa caloira do nosso mágico ISCA Aveiro, e aqui entre nós, podem ter a certeza que levo o ISCAA no peito, até ao fim, que com ele dava a volta ao mundo, e que quero passar com ele mais do que todo o ano.

Graças a Deus não nasci Aluviã.

Com amor, 
Laura
Caloira 66

P.S.-Só ia desabafar sobre este tema em Agosto ou em Setembro, depois do final definitivo do meu ano de caloira no nosso mágico Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Aveiro, mas por motivos de força maior, aqui estão os meus mais sinceros pensamentos.

O meu ano de Caloira - a prequela



A chegada do meu ano de caloira foi muito (talvez até demasiado) antecipada, durante muito tempo, quando estava triste com a vida, ou farta de alguma coisa, pensava para mim:

"Faltam X anos e Y meses para a faculdade, já só faltam X anos e Y meses, X anos e Y meses..."

Essa linha de pensamento ajudou-me bastante, até me acalmava, fazia-me sentir muito melhor comigo mesma e com o meio em que me rodeava, porque eu sabia que, ao fim desse tempo, desses X anos e Y meses, estaria na melhor fase da minha vida.
A ideia de todo o trabalho que teria para fazer, das imensas noites sem dormir, e obviamente, do esforço de estar longe de casa, sozinha, pela primeira vez, dos amigos que poderia vir a fazer, aqueles que verdadeiramente levaria para a vida, de certa forma… fascinava-me, pois sabia que, no meio desse desconhecido todo, me encontraria a mim própria.

Ainda não me encontrei verdadeiramente mas sinto que estou mais perto do que alguma vez já estive

Como já disse anteriormente, a minha ideia original era seguir Biologia Marinha (ou qualquer coisa de Biologia para ser sincera), mas depois (ok, durante) da terrível guerra com a Física e Química no 11º ano, cheguei á conclusão de que… não poderia nunca na vida seguir Biologia. Os cursos tinham muita Física, muita Química, e, conhecendo-me como me conheço, sabia que não conseguiria fazer nada disso, ainda para mais, tive de mudar de escola no 12º para ter biologia como cadeira opcional em vez de química, logo, nunca mais na vida conseguiria fazer químicas orgânicas,inorgânicas, e whateveres.

Quando cheguei a essa conclusão, o chão fugiu-me dos pés, todo o futuro que tinha planeado para mim, desaparecera, e a contagem decrescente continuava, "faltam X anos e Y meses para a faculdade, já só faltam X anos e Y meses, X anos e Y meses..."

Não sabia o que fazer, para onde me virar, até que, certo dia, fui “salva” pela blogosfera, vi uma blogger que dizia que tinha estudado Marketing, pesquisei o que era, e percebi que era (digamos), a minha segunda oportunidade de ser feliz, era algo que me via a fazer, que explorava o meu “lado artístico”, e que, caso corresse mal, poderia ajudar-me com este blog que ninguém lê e que já tenho desde Outubro de 2013.

Aveiro já me andava a ecoar na cabeça à algum, tempo, e quando descobri que havia Marketing em Aveiro… foi ouro sobre azul. MAS, a física-e-química tinha deixado as suas marcas, estragava-me a média de tal forma, que sabia que se entrasse, seria das últimas colocadas.

Procurei alternativas, licenciaturas que depois me permitissem tirar o mestrado em Marketing. E daí veio a ideia da Gestão, e, por algum motivo, pensei em… Évora (cof cof, média, cof cof).

Imaginem, Laurinha, a vossa Açoriano-Vianense preferida, no Alentejo.
Só o mapa mental tem piada.

E… deixei a ideia de Aveiro para o lado, porque sabia que não entrava.
Simplesmente sabia.
Eu queria dizer que não, até porque a quantidade de tempo que passei a conhecer Évora no Google Maps me criou uma afeiçãozinha pela cidade, mas chorei bastante, os meus pais não gostavam da ideia, mas ao fim de algum tempo, já estava mentalmente preparada para essa aventura

No dia em que saíram as notas dos exames, conheci uma rapariga que ainda hoje levo no coração, que me disse uma coisa que acabou por alterar a minha vida, disse-me que eu podia ir para a pós-laboral, e depois… trocar para a turma diurna. Nessa eu entrava bem, então… mudei as minhas opções, porque dessa forma, já sabia que vinha para a Veneza Portuguesa, a única questão seria o horário, mas… entrava. Garantidamente.

De repente, os X anos e Y meses passaram a ser apenas Y meses, quando dei por ela, só faltavam W semanas, de repente, estava a dias, do grande dia, saíram as colocações e…
Entrei, em pós-laboral, mas entrei.
Aveiro ia ser a minha nova casa.
Vinha para o curso que tanto queria, numa cidade por quem me apaixonei no final do 10º ano, quando fizemos uma paragem rápida, na vinda do casamento que tivemos em Sintra, fiquei tão feliz, que juro que vi estrelas, o meu coração batia imenso com toda aquela emoção.
No dia a seguir ao dia das colocações, viemos logo para Aveiro, arranjei logo um quarto muito bem localizado (na minha humilde opinião), no dia a seguir foram as matrículas, e, posso dizer que, de certa forma, foi ai que senti que o meu ano de caloira tinha começado oficialmente. 

E o resto, é história, mas é uma que podem gostar de ler, daqui a bocado já vos conto tudo.

Com amor, 
Laura
Caloira 66

P.S.-Só ia desabafar sobre este tema em Agosto ou em Setembro, depois do final definitivo do meu ano de caloira no nosso mágico Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Aveiro, mas por motivos de força maior, aqui estão os meus mais sinceros pensamentos.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Para ti Ju, do fundo do meu coração

Se por um lado pode-se dizer que as palavras são (por assim dizer) a minha coisa, nunca serão suficientes para exprimir o que significas para mim, nunca poderei exprimir completamente todo o orgulho que tenho em ti, o quão a tua força, a tua humildade, como trabalhas de forma incansável e apaixonada, e o quão adoras aquilo que fazes e os sacrifícios que passas e ultrapassas para alcançar os teus sonhos são apenas algumas das tuas qualidades que me inspiram a ser melhor e me fizeram crescer como pessoa, é que nem conseguirias imaginar.
Foste das primeiras pessoas a acolher-me na temível mudança de escola no 12ºano (tecnicamente foste a primeira, porque enviaste-me um pedido de amizade no Facebook na véspera do primeiro dia de aulas, mas isso são pormenores) e desde então tens sido, de certa forma, uma constante na minha vida, e sei que sempre que te ligar, vou ter um raio de sol do outro lado, com muitas aventuras para contar e sempre pronta a alegrar aqueles que a rodeiam.

Obrigada por tudo Ju, por seres quem és, por tomares conta da minha Bichinha (ou será ela que toma conta de ti ???), espero, não, sei que um dia serás uma grande enfermeira (independentemente de vires da Guarda ou da nossa Viana), espero que nunca me dês picas e que nunca percas essa tua energia contagiante.
Obrigada por tudo mana, e já sabes, quando quiseres ir a Aveiro ou ao Pico, és sempre bem vinda ❤






Com amor,
Da mana Laura ❤

P.S. - Porque simplesmente me apeteceu exprimir o meu carinho por ti de uma forma completamente aleatória e sem sentido nenhum, afinal, só fazes anos em Agosto e nunca escrevo testamentos a ninguém, muito menos no blog, tudo de bom mana, kisses na bunda, e vai assustar a nossa Martolas, sabes que ela bem precisa xD 

terça-feira, 23 de maio de 2017

Quotes #17

 "You know, life throws these things at us, life makes us wonder if we should be less naive, less childlike, less enthusiastic, less excitable. 
These things are looked down on when we grow up. 
And I guess what I’m trying to tell you is that the way you’re dancing tonight; yes, it’s childlike and enthusiastic and excitable and it’s beautiful. 
That’s how I want you to live your life."
Taylor Swift 

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Sempre a tempo e horas - com uma pitada de opinião

Sei que já passaram uns dias, mas não podia deixar passar este acontecimento, que nem num milhão de anos esperava que viesse a acontecer, afinal de contas,  cresci a ver o contrário a acontecer e nunca vi ninguém a acreditar muito na causa, mas claro, depois de sermos CAMPEÕES EUROPEUS DE FUTEBOL no único ano em que acompanhei devidamente o acontecimento, está claro que no único ano em que não acompanhei o Eurovisão como deve de ser.... GANHÁMOS!!!

“Music is not fireworks; music is feeling. So let’s try to change this and bring music back.”
Já tinha ouvido um certo buzz em relação à musica, e a termos ido à final (o primeiro milagre), mas não liguei muito. Quando ouvi a música pela primeira vez (e todas as vezes a seguir), fiquei encantada, MAS, a equalista e a parte mais liberal de mim acabaram por ter que vir ao de cima, e acabando por estragar-me a música e por me fazer sentir culpada/mal de cada vez que me emociono com/canto/whatever a música, para vos explicar como deve de ser, concentrem-se na letra, nada mais, apenas a letra.
Amar pelos dois 
Se um dia alguém
Perguntar por mimDiz que viviPara te amarAntes de ti
Só existiCansado e sem nada p’ra darMeu bemOuve as minhas precesPeço que regressesQue me voltes a quererEu sei
Que não se ama sozinhoTalvez devagarinhoPossas voltar a aprenderSe o teu coração
Não quiser cederNão sentir paixãoNão quiser sofrerSem fazer planos
Do que virá depoisO meu coraçãoPode amar pelos dois 
Autoria: Luísa Sobral | Interpretação: Salvador Sobral
A que conclusão chegam?
Exatamente!!
O Salvador(A) desvaloriza-se completamente, pois considera que antes de B não existia, todas as suas vivências, memórias, conhecimentos adquiridos não serviram de nada, B é o norte da sua vida.
MAS, B a certa altura deixou de sentir o mesmo que A, enfim, as pessoas mudam, e seguiu em frente, uma decisão que para mim é a mais acertada, então B, em vez de também seguir em frente com a sua vida e tentar encontrar alguém novo para amar ou arranjar forma de se amar a si próprio (porque claramente tem problemas de auto-estima), decide fazer o contrário e implorar (embora de uma forma muito gira, fofinha cutxi-cutxi) a B que volte para si, que o volte a aprender a amar, mesmo não sentindo paixão nenhuma, e acreditando que B lá volta para a tal relação (na minha opinião, um bocado sem vontade), e até que B o volte a amar, o coração de A é que vai amar tudo, o que, me parece o mesmo que falar para uma parede, não sei se me consegui fazer entender.
Se alguém me aparecesse à frente e me cantasse alguma coisa do género, independentemente  de ser boa pessoa ou não, seria convidado a ir dar uma curva.
Por respeito a mim e a essa pessoa.

E é por isto que apesar de estar muitíssimo contente com o facto de termos ganho alguma coisa (no Enterro até puseram a atuação nos ecrãs e tudo, foi lindíssimo), o meu subconsciente rejeita a música.
Enfim, não tem jeito nenhum, mas é o que temos.

Com amor,
Laura

segunda-feira, 6 de março de 2017

Fui ao Carnaval de Ovar - Noite Mágica

Bem... já passou um mês (e uns dias) desde a minha última entrada aqui no blog, mas  não tem dado para mais, tenho escrito pequenas notas aqui e ali, mas nada fora do normal, então, hoje que estou de bom humor vou partilhar com vocês a minha mais recente “aventura”, que, mais uma vez, não é nada assim muito fora do normal, e juro que gostava de pôr fotografias, mas não fui abençoada com a capacidade de ficar decente de forma inesperada, enfim, vocês compreendem.
Vamos lá começar.

Fui à Noite Mágica do Carnaval de Ovar


Já não festejava o Carnaval à uns anos (os desfiles da escola não contam), porque desde o meu sexto ano que por esta altura os meus pais conseguiam arranjar um tempinho e íamos passear a algum sítio, daí já ter ido a Paris, ao Algarve (sem dúvida a melhor altura do ano para tal, se bem que dessa vez também demos um saltinho a Sevilha), Madrid, Roma, Londres e Barcelona, e no anos passado tive a minha "viagem de finalistas" com a escola antiga antiga, a Londres (e acreditem que um dia vou voltar lá), antes destas escapadelas, íamos passar o Carnaval aos Açores, e eu adorava, eram cinco dias de festa, muita água e farinha, e a minha avó fazia fatos mesmo giros para eu, o meu irmão e o meu primo para levar-mos aos bailes, enfim, eram os melhores Carnavais.

Este ano, por "forças do destino" não deu para juntar a família, eu tinha aulas na segunda-feira de Carnaval, o meu querido irmão foi a Roma com a escola (depois de muito trabalho por parte deles e dos professores para angariarem dinheiro suficiente para não ficar nenhum para trás e assim poderem todos ir), e a minha mãe não ia ficar sozinha em casa, então foi aos Açores ter com o meu pai.

Conclusão,fui festejar o Carnaval pela primeira vez em anos, saí das aulas, fui a casa, ajeitei-me pus a minha bandolete com orelhinhas e chifre de unicórnio, e foi esse o meu disfarce, nada de outro mundo, juntei-me a uns amigo, apanhámos o comboio, quase morremos com o pessoas que estava a fazer o Carnaval DENTRO do comboio, enquanto estávamos piores do que sardinhas em lata, depois para sair da estação foi outro fim do mundo, esperámos pelo resto do grupo num jardim,e depois de dar uma volta lá fomos parava Praça das Galinhas, dançámos imenso, e fiquei toda tola a ver a criatividade das pessoas que estavam lá mascaradas, tinham lá fatos que devem ter demorado semanas a fazer, estavam lá uns astronautas que tinham luzes nos fatos e tudo, uns Simpsons que estavam cinco estrelas , mas os meus preferidos da noite, que me fizeram partir a rir, e com quem eu deveria ter tirado uma fotografia, uns que foram... de saquinhos de chá !!!
Só não gostei de uns que estavam vestidos como membros dos KKK, achei uma "piada" de muito mau gosto.

Adorei, e para o ano vou outra vez, os meus amigos de Ovar já me disseram que para o ano vou nos dias todos, quero dizer que mal posso esperar, mas ainda quero fazer muita coisa antes de festejar outra vez o Carnaval, portanto... estou bem a esperar mas mal posso esperar ? Faz sentido? 
Provavelmente não.

Bem, por hoje é tudo, tenho que estudar, neste semestre não quero ir a recurso.

Com amor,
Laura

domingo, 22 de janeiro de 2017

Confissões de uma jovem Caloira perdida no meio de Aveiro #2


Que cheirinho a RECURSO.

Tenho que fazer dois, já estou pelos cabelos, sinto que não sei nada, e um deles é numa cadeira que tenho quase a certeza que só a faço para o ano que vem.

Por isso aqui, perante vós, nos respetivos ecrãs de computador/telemóvel/whatever que estiveram a usar para ler isto, no próximo semestre vou tentar não procrastinar tanto, ter os meus resumos feitos a tempo e horas, e cumprir à risquinha tudo o que aponto na minha agenda, porque isto assim não vai lá.

Mas, como se costuma dizer, o curso faz-se no recurso, foi das primeiras coisas que aprendi, ainda antes de chegar aqui à terra dos moliceiros (e das tripas!), nunca pensei que fosse tão verdade, 
Até dia 31 de Janeiro à tarde, estarei a fazer Balanços e e a ver a elasticidade de preços da procura (e muitas mais coisas, infelizmente).

Viva o Recurso.

E a lista de filmes e séries que vou ver quando chegarem as férias em Fevereiro.

Com amor,
Laura.