segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Confissões de uma jovem caloira perdida no meio de Aveiro


Como vocês sabem, eu cresci entre os Açores e o Minho, por isso nunca tive  grande noção dos regionalismos de cada lado, porque em minha casa mistura-se o melhor dos dois mundos, para mim as maiores diferenças eram trocar os vs pelos bs e a minha avó dos Açores dizer "Adeus minha neta" em vez de "Olá minha neta".

Pois bem, foi preciso chegar a Aveiro para descobrir que algumas diferenças, e que certas coisas não são ditas dos dois lados, e até mesmo mais a sul, especificamente, em Aveiro.

Então, no outro dia, lá estava eu com o pessoal aqui de Aveiro (só boa gente da Albergaria), e, pelo meio da conversa surgiu a expressão rancho de filhos. O pessoal ficou estupefacto, e perguntaram o que era afinal, um rancho de filhos, porque se fosse o que estavam a pensar que era, era muito macabro, e a minha pessoa lá explicou que eram muitos filhos. O que para mim é óbvio e eu julgava que era uma expressão que se usava em todo o lado.

Aí vi a cara de alívio deles, que pensavam que estava a falar de rancho como se fosse outra coisa...

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Exatamente.
Rancho de filhos.
Compreendo a aflição deles.
Depois rimo-nos um bocado por causa disso e seguimos com as nossas vidas.

 Na praxe também temos momentos engraçados com palavras que não se dizem aqui no continente, e que se dizem nos Açores (eu ainda dava exemplos, mas isso ainda ia dar mau resultado, então vou deixar-vos na ignorância durante uns tempinhos). Eu parto me a rir (por dentro, claro). 

Só digo esta, uma mopa é uma esfregona.

Aveiro é uma terra de muita aprendizagem.

Kiss and hug,
Laura

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Laura's jukebox #11

Nesta edição de "Laura's jukebox" apresento-vos as músicas sem jeito nenhum, que me fazem pseudo-desfilar pelo meu quarto quando estou inspirada, 

Shrek 2 - I Need A Hero

The Band Perry - You Lie


Hands To Myself/Me & My Girls - Medley 
(Live from the Victoria’s Secret 2015 Fashion Show)

Kiss and hug,
Laura

quinta-feira, 13 de outubro de 2016


Sempre me vi como uma defensora da igualdade de direitos para todos os cidadãos deste planeta, e da enorme necessidade que temos de melhorar o estado de saúde do mesmo (enfim, tentar alterar o curso do aquecimento global, salvar os mares e as florestas, os desejos de qualquer pessoa preocupada com o meio ambiente), como tal, considero-me equalista e ambientalista.

Nestes últimos dias tenho visto tanta desconsideração em relação às mulheres, tenho visto tantas raparigas a ser objetificadas a torto e a direito, a serem reduzidas a um rabo jeitoso, um par de mamas, ou até mesmo reduzida ao pseudo-estatuto de "para ser comida", e juro,eu acreditava que, como país desenvolvido, já tínhamos  evoluído para além deste ponto degradante, em que o homem é para comer e a mulher é para ser comida. 

E isto irrita-me, porque eu sei que vai continuar a ser assim.
O melhor que posso fazer é esperar que, um dia, quando/se eu tiver filhos, os consiga a ensinar a ver para além das aparências, que existe muito mais numa pessoa do que uns abdominais bem feitos.

E que elas podem comer, e eles ser comidos.

Kiss and hug,
Laura

Nota : claro que também tenho noção dos outros milhentos problemas que afetam as mulheres, os homens, e a comunidade transsexual nos dias de hoje, como descriminação e tantos outros, mas neste post decidi focar-me na objetificação, mas nunca esquecendo todos os outros problemas.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Vamos lá discutir esta coisa do regime pós-laboral


Sim, estou em pós-laboral porque a minha média não me permitiu entrar no regime diurno (damn you física e química, só me estragas-te a média), e até agora estou a gostar da experiência, sim, tem os seus lados mais... digamos... inconvenientes (como por exemplo o facto de a altura do dia em que o meu estudo é mais produtivo ser quando eu estou a ter aulas), especialmente porque não estou a trabalhar nem nada, mas também tem as suas vantagens, conheço pessoas muito inspiradoras, como aqueles que já têm a sua vida feita, e decidem investir na sua educação, ou mesmo aqueles que simplesmente querem dar um novo rumo à vida que têm, enfim, pessoas fortes, e eu gosto disso.

No entanto, a vida do pós-laboral é... solitária, passo os dias em casa a estudar, a arrumar coisas (nunca tive um quarto tão arrumado), se for preciso vou fazer as minhas compritas, mas não passa disso, então os meus dias são relativamente aborrecidos, e de noite lá vou eu para as aulas (que são entre as 18:00 e as 23:00),e depois, xixi-cama (exceto se for sair a algum lado, obviamente), se não fosse a praxe eu dava em louca, juro, não conhecia ninguém e acabava por ficar reduzida ao trajeto casa-ISCAA-casa.

Sim, porque graças a uma força superior 5 estrelas, o horário da praxe não interfere com o meu horário das aulas, senão aí é que não conhecia nada nem ninguém.
Porque, eu sei que não parece, mas eu tenho alguns complexos em falar com as pessoas, enfim, não gosto de incomodar, e como na praxe estamos todos no mesmo barco tenho mais facilidade em falar com os outros seres humanos muito fixes que lá vão.
A praxe é fixe. Pela minha parte não tenho razões de queixa.

Por isso agradeço à praxe por me ajudar a conhecer pessoas, e agradeço o facto de o meu quarto ter estores, para eu poder dormir até às 11 da manhã sem problemas :)
E sim, eu tento evitar acordar às 11, tento acordar por volta das 9/ 9 e meia, e fico por aí.
Para não sentir que desperdicei metade do meu dia e tal... xD

Kiss and hug,
Laura

domingo, 9 de outubro de 2016

Aveiro é nosso, e há de ser...



Já estou em Aveiro à três semanas, mais coisa menos coisa, e digo-vos outra coisa...
sinto-me em casa.

Conheci pessoas tão simpáticas, que me aquecem o coração, até agora estou a adorar a minha (curta) experiência universitária (apesar de estar em regime pós-laboral, mas depois falamos disso),  também comecei a ficar mais consciente de outras, mas  prontos, até agora tenho tido uma boa experiência.

Estou a gostar do meu curso, embora às vezes hajam momentos em que fique um bocado nervosa e tal, acho que até agora tem corrido tudo bem.

E a cidade tem sido bem acolhedora, os meus colegas 5 estrelas, e as minhas colegas de casa também (estou a partilhar casa com outras 3 raparigas, que são uns amores ❤).

Estou mesmo a gostar de Aveiro, até agora não tenho tido razão de queixa.

Kiss and hug,
Laura 

P:S: - O FAN (Festival Aveiro é Nosso) acabou ontem, fui todos os dias, e, apesar de terem havido uns dias mais fraquitos do que outros, diverti-me em todos,e conheci tanta gente, foi mesmo um máximo :D