quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018



Nestas férias de Carnaval, fui  passear com a minha querida família a imensos sítios no sul de Portugal e de Espanha, como devem ter visto no Instagram aqui do cantinho  (que já existe desde 18 de Janeiro, mas isso são pormenores), cada um dos sítios foi especial para mim, cada um teve a sua magia e o seu encanto, mas este cantinho ali no meio do Alentejo foi, de certa forma, o mais marcante, porque durante algum tempo acreditei mesmo que aquele cantinho, aquela cidade seria a minha futura cidade universitária.  Évora.

Descobri Évora como muitos outros a descobriram, e outros ainda irão descobrir: através do site do DGES depois de perceberem que não poderão seguir o seu curso de sonho por capacidades /média/ escolhas pessoais/sistema de ensino/etc. Na altura não considerava o ensino pós-laboral, então tive de arranjar um plano B... Que era mais um plano C, porque o plano A era seguir Biologia Marinha, mas isso são pormenores.

Foi uma fase gira da minha vida, apesar de saber que seria muito complicado, em termos logísticos (sou da ilha do Pico-Açores, cresci em Viana do Castelo- Minho, e ia assim atirar-me de cabeça para Évora-Alentejo? Façam um mapa mental, tem a sua triste piada), mas de alguma forma estava com essa ideia enraizada em mim, divertia-me a passear por aquelas ruas no Google maps, a investigar preços, sítios, história, e essas coisas todas. E também tinha amigos a dizerem-me coisas inspiradoras do género: 
"Évora é uma seca"; 
"Lá não se fazer nada";
"Laura, se estudasses lá acabavas por te cansar de não fazer nada e perdias o que resta da tua sanidade mental !!!";
"Tenho um amigo que estudou lá e odiou";
"E o calor? O calor seco? Achas que aguentas? Vais ficar desensofrida!!! "

Percebem porque é que apesar de ter a ideia tão enraizada em mim já estava apreensiva?

Acabei por vir para Aveiro, o sítio onde queria mesmo estudar, mas acabei por ficar com o bichinho de Évora em mim, fiquei com vontade de ir lá conhecer aquele sítio, sem ser no Google Maps, queria ver aquelas ruas, ver aqueles cantos e cantinhos que tinha  conhecido no Instagram, no Facebook e na Blogosfera, queria sentir um cheirinho daquele "e se..." que tantas vezes me passava pela cabeça. 

Sabem, sempre que visito um sitio novo (e outros sítios não tão novos), gosto de tentar imaginar as vidas, as histórias, os momentos vividos por quem já passou por lá, noutros tempos, noutras vidas, nas mensagens que arrancavam sorrisos, nas brincadeiras que as crianças faziam pelas ruas, na vida antes das ditas ruas serem construídas, gostava que, nesse momento, as paredes realmente falassem, para me contar essas histórias todas, mas neste caso específico, gostava que as paredes me contassem aquilo que teria vivido, as amizades que teria feito, todos os cantos e cantinhos escondidos que acabaria por conhecer, as alegrias e as tristezas, enfim, as memórias que nunca terei daquele lugar, por ter conseguido vir para esta nossa linda e maravilhosa Veneza Portuguesa. Agora não troco Aveiro por nada, adoro este sitio como nunca pensei sequer conseguir gostar de um sítio,  ainda assim, gostava de esclarecer a minha "eterna" curiosidade, daquele "e se..." que durante muito tempo considerei como algo certo. Só isso.

Em relação há viagem em si, só passámos uma noite lá, vimos os pontos-chave, mas não entrámos em nenhum museu, igreja ou coisa do género, recriámos fotografias que tirámos da última vez que lá fomos (na altura tinha eu dois anos!), e jantámos num sitio de pregos muito fofinho, dia fizemos nos outra vez à estrada e continuámos a nossa aventura em família.

Foi uma boa experiência, gostava de voltar lá um dia, durante mais tempo, para realmente conhecer como deve de ser, mas serviu para matar a curiosidade. E considero que isso já tenha valido a pena.

Com amor,
Laura.

P.S. - Ah, não sei se vão achar isto importante, mas o meu irmão e eu gostamos de comparar os sítios onde vamos com sitios que conhecemos, por exemplo, Aveiro é como Viana, mas com uma camada extra de espectacularidade, e, neste caso, Évora parece ser o que aconteceria se Viana e Coimbra tivessem um filho. E pronto, é isso.

Facebook e Instagram do Blog: @SempreLaurinha
E-mail: sempre-laurinha-blog@hotmail.com



 



~~~~ Pequeno Aparte ~~~~

Façam um mapa mental: seria mais lógico ficar em Viana ou mesmo ir para a Universidade dos Açores, em termos logísticos acabava por ficar mais perto de casa, no entanto, tenho um grande problema (não é só um, mas este é um deles), sou teimosa, num mau sentido, embirrei que, se não ia para Aveiro nem para o Porto - que era aquela opção que conseguia tolerar, era perto de casa, não teria de lavar a roupa e coisas assim, e o Porto é "fixe", por isso acho que aguentava estar lá - ia para Évora, tirar Gestão. E mais nada. Tinha que arranjar um dentista lá por causa do aparelho e vir a casa de dois em dois meses (no pior dos casos) por causa da distância. Mas eu aceitava esse destino, já o tinha enraizado em mim.
Sentia que merecia essa dor, sentia que merecia aquele desmame, sentia que em Évora, ali quase em África (óbvio exagero da realidade) teria a minha experiência universitária, senti que ali me tornaria realmente numa mulher grande (figurativa-mente), forte e independente.

Depois no dia em que preenchi as papelada conheci uma rapariga que ainda levo no coração que me conseguiu convencer a ir para  pós-laboral.
E aqui estou eu, jovem moça - veterana de segunda matrícula do mágico Isca Aveiro, perdida no meio de Aveiro. E à espera de um futuro difícil de encontrar. Está a ser complicado, o curso não é bem aquilo que eu imaginava, mas sinto que está a valer cada segundo, e, no final, vai valer a pena, a galinha, o galinheiro e todo o resto da quintinha 💙💖
É esperar para ver.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Ao longo das minhas quase duas décadas de vida (cough cough, só faço anos em Junho, cough cough)  houveram diversas ocasiões, momentos e situações em que decidi que não serviria de nada expressar a minha opinião sobre diversos assuntos, por sentir que não tinha moral para falar dos assuntos em questão ou por achar que a minha opinião não adicionava nada à conversa.

Este é um desses tópicos, já queria escrever este post há imenso tempo, mas, como ainda não me sentia "no ponto", não me sentia confortável em partilhar estas coisas, no entanto, e como referi no post sobre o ano novo, 2017 foi para mim um ano de crescimento pessoal, enfrentei algumas das minhas inseguranças, aprendi de certa forma a aceitar-me como sou. E como estou bem disposta (dentro dos possíveis, viva o recurso), vou-vos falar das minhas inseguranças mais "profundas"/antigas/"marcantes", pois sinto que já aceitei/ultrapassei a maior parte delas.

Sempre tive noção de que nunca fui nem nunca serei mais do que os outros, nunca terei as melhores notas*, nunca serei a mais inteligente, nem nunca serei linda e maravilhosa ao ponto de fazer parar o trânsito (a menos que tenha de passar numa passadeira).

Como sempre tive noção dessas coisas, o meu subconsciente fez com que, durante muito tempo, estivesse sempre a dar um passo atrás e deixar os outros brilhar, o que fez com que me desvaloriza-se de uma forma que hoje não toleraria, fez com que sentisse que não merecia sentir-me bem comigo mesma, fez com que em diversas alturas sentisse que tinha que agradar aos outros, ao ponto de deixar que me magoassem, ao ponto de me distanciar das pessoas, por achar que não valia a pena tentar, a certa altura reencontrei pessoas que realmente gostavam de mim e queriam o meu bem, que ainda hoje me acompanham e levarei sempre no meu coração, mas mesmo assim, não conseguia ser verdadeiramente eu, não sei se foi por ter medo de rejeição, se por sentir que não merecia ser... tão Laura, não sei se estou a fazer sentido, mas era assim que me sentia. Quando vim para Aveiro, decidi ser como sempre quis ser, não resultou, descobri que a minha personalidade não era assim tão doce, e... a certa altura, talvez por me ter rodeado por pessoas mais positivas, realistas, verdadeiras, ou por ter enfrentado a maior parte dos esqueletos que tinha no armário, ou por estar longe de casa... a certa altura tudo mudou.
Percebi que não podia continuar a deitar-me abaixo, percebi que podia ter sonhos, que podia ser a minha própria pessoa, que me podia valorizar, que podia ser a melhor versão de mim, mesmo que essa versão seja a que, noutra altura considerasse a pior.

Percebi que tinha de me aceitar a mim, as minhas falhas, e aceitar os outros da forma que são, daí ter perdoado a maior parte daqueles que, ao longo da vida me fizeram mal,e de me ter perdoado a mim própria pelas vezes em que me deitei abaixo em vez de me valorizar pela maneira que sou.
Percebi que não tenho que ser igual nem a A nem a B, sou a minha própria pessoa. E, como tal, tenho de me aceitar e valorizar, da mesma forma que digo aos outros para se aceitarem e não esquecerem o seu valor. Tenho de viver as minhas experiências à maneira, com base nos meus princípios, e não como os outros vivem/viveram a sua vida.

Mas mais importante, comecei a aceitar o meu corpo pela maneira que ele é, o que foi difícil, custou muito, e ainda custa, mas (e vou voltar a dizer percebi mais um montão de vezes, mas é para dar ênfase ás tantas coisas que fui percebendo sobre mim com o passar do tempo) acabei por perceber e aceitar.

Percebi que a minha altura ligeiramente acima da média não significa nada, não me proíbe de usar saltos, nem de estar quem goste, independentemente da sua altura.
O meu nariz de papagaio não precisa de uma rinoplastia com urgência, pode parecer um nariz de bruxa quando me riu a sério, pode ser a parte mais prodominante da minha carinha laroca, pode ser horrível na hora de escolher óculos e irritante quando estou constipada, mas faz parte de mim, é o meu nariz. Eu aceito-o e as suas falhas.
Os meus ombros largos não são ombros de homem, são normais, são resultado da natação, são meus, são parte da minha história, mais uma vez, são normais (nem imaginam as vezes em que tenho de dizer isto a mim própria), tenho um grande problema com os meus ombros, é estranho, mas é verdade, nem consigo bem explicar.
As minhas cicatrizes são o resultado de uma infância boa, até as cicatrizes sem jeito nenhum, como a que tenho no cotovelo, da vez em que me espatifei enquanto estava a pôr a mesa, ou a da vacina que tenho no braço, e as outras aleatórias que tenho espalhadas um pouco por todo o lado.
Os meus joelhos gorditos (that's a thing) são provavelmente parte da minha imaginação e não deveria pensar muito neles, assim como a ideia de ter que tenho as pernas desproporcionais em relação ao resto do corpo, provavelmente é impressão minha e não significa nada.
As minhas estrias não reduzem o meu valor, estão lá porque cresci (em altura) demasiado rápido,  são parte da minha história, são parte de mim.
As marcas das borbulhas que tenho nas bochechas vão acabar por sair, mais cedo ou mais tarde, e não fazem de mim menos pessoa.

E se calhar as minhas opiniões e as minhas ideias valem alguma coisa, se calhar ser um nadinha diferente dos outros não é uma coisa assim tão má, se calhar ser "imaginativa" não é uma coisa má.

Se calhar... chega de se calhares.

De repente, comecei a perguntar a  mim mesma, o porquê de me tratar tão mal, o porquê de me pôr tão abaixo dos outros, o porquê de querer sempre o melhor para os outros, o porquê de me ter desvalorizado tanto, de me ver como não mais do que uma personagem secundária ou mesmo uma figurante na grande escala das coisas, na vida dos que me rodeiam, o porquê de achar que não merecia/mereço mais.
Não consegui chegar a nenhuma conclusão concreta, mas decidi que, durante algum tempo, me iria por a mim primeiro lugar, que me iria valorizar, porque afinal, sou a personagem principal da minha vida, posso enfrentar pessoas e situações independentemente de quais forem. Posso me ajudar a mim própria da mesma maneira que tento ajudar os outros.

Agora acredito que devemos gostar de nós próprios, que devemos abraçar a nossa individualidade, e que em nenhuma circunstância nos deveremos desvalorizar. Porque somos apenas nós podemos ser os heróis das nossas histórias, e isso, para mim, é a maior conclusão que consigo tirar desta jornada toda.

Amem-se, e sejam felizes 💖

Com amor,
Laura

*Aconteceu uma vez !!! No oitavo ou no nono ano houve uma vez em que tive a melhor nota da turma num teste de geografia,e fiquei tão contente !!! 
Nunca mais consegui repetir a proeza though.

Facebook e Instagram do Blog - @SempreLaurinha
E-mail - sempre-laurinha-blog@hotmail.com

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Nem consigo acreditar que se passou mais um ano, ainda agora estava a despedir-me de 2015 e de 2016 e aqui estou, pronta para me despedir de 2017 e receber 2018 de braços bem abertos.

Que grande ano foi 2017, passeei bastante (fui ao Carnaval de Ovar, ao São João do Porto, andei sozinha de avião pela primeira vez, fui outra vez aos Açores, e gosto de pensar que conheci mais cantinhos especiais de Aveiro, e dei mais valor a Viana e à minha ilha, o Pico, enfim, tantos sítios), tive projetos novos que me encheram o coração, conheci pessoas maravilhosas que adoro, mantive aqueles que, de alguma forma ou outra me eram mais queridos, acabei uma fase da minha vida que se pudesse vivia uma e outra vez, ser caloira - fui batizada, passei frio no desfile académico, gritei até ficar sem pulmões, mas valeu tudo mais do que a pena, . Consequentemente,passei a veterana, então... trajei pela primeira vez, e e muitas vezes a seguir a essa vez. Também tive a minha primeira passeata noturna como veterana, e adorei, apesar de ser tão diferente da passeata enquanto caloira. 

2017 foi um ano muito bom para mim, que, tal como tantos outros, ficará sempre num cantinho especial do meu coração.

No entanto, 2017 foi, acima de tudo, um ano de crescimento pessoal, como já disse no post em que falei do meu ano de Caloira  💓💙 , quando cheguei a Aveiro, decidi ser a melhor versão de mim mesma , aquela alma fofinha cutchi cutchi que sempre quis ser, no entanto, nos meses que se seguiram ao post em questão, enfrentei diversas inseguranças e medos meus, comecei a aplicar em mim conselhos que dava a outras pessoas, e apercebi-me que, na verdade, a minha melhor versão de mim mesma (desculpem a enorme utilização da palavra versão, mas eu sou do signo Gémeos, não que isso queira dizer grande coisa, mas somehow explica bastantes traços das milhentas versões da minha pessoa) não era a versão fofinha cutchi cutchi, mas sim outra, que não consigo definir  concretamente, mas que estou a adorar. 

Mal posso esperar para enfrentar os desafios de 2018, os novos projetos, novos amigos, novas aventuras... bring it on 2018.

Com amor,
Laura

💫Taylor Swift - “New Year’s Day” Fan Performance 💫


sábado, 9 de dezembro de 2017


 “Sometimes I write about my own life. And sometimes I write about situations I see my friends going through. 
Sometimes I write about a scene I saw in a movie. I take inspiration from all different places.”
Taylor Swift